Adolescente mobiliza escola para ajudar crianças africanas
São Paulo, 1º de outubro – Vencedora do prêmio Sony de Fotografia – concedido pelo UNICEF e pela World Photography Organisation (WPO) – a adolescente brasileira, Giuliane Bertaglia Correia, 16 anos, acaba de demonstrar mais uma vez a sua solidariedade com a causa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Aproveitando a oportunidade de sua escola participar de uma feira do livro na cidade de Araçatuba (SP), onde vive, Giuliane não pensou duas vezes em procurar o UNICEF e oferecer apoio para a campanha “África Urgente”, de ajuda humanitária às crianças e suas famílias que vivem na região do Chifre da África. “Quando eu vi que o UNICEF aqui do Brasil estava arrecadando recursos para essa emergência, eu quis ajudar. Já estive na Etiópia e vi de perto uma parte do sofrimento daquelas pessoas. Foram momentos muito fortes e emocionantes. Me sinto na obrigação de fazer alguma coisa e chamar outros jovens para participar”, disse ela.
Com o apoio da família e de sua escola, Giuliane organizou um estande com computadores ligados à internet para receber doações dos visitantes que comparecessem à Feira do Livro do Colégio Nossa Senhora Aparecida, realizada de 21 a 23 de setembro. Ela recebeu materiais de divulgação do UNICEF (folders, banners, camisetas) e, durante três dias, explicou as ações do UNICEF na região do Chifre da África e convidou as pessoas a doar. “Até as crianças menores se sentiram motivadas a ajudar, mesmo com moedas, porque ficaram sensibilizadas com o sofrimento das crianças africanas”, comentou Giuliane. Giuliane Bertaglia Correia – A brasileira Giuliane venceu o concurso do UNICEF com uma foto de uma criança observando a cidade pela janela. Segundo ela, a imagem representa o direito de cada criança à sobrevivência e ao desenvolvimento. “Na minha foto, eu abordei dois conceitos diferentes: sobreviver e viver. Uma criança que sobrevive não vive, necessariamente. Viver remete-nos ao amor, à felicidade, ao sucesso, enquanto sobreviver significa apenas existir.” Giuliane está terminando o ensino médio e disse que, no futuro, pretende se dedicar “à discussão das relações diplomáticas, intermediação de acordos que visem à promoção da igualdade social e à garantia dos direitos humanos”. Mas pretende também continuar se dedicando à fotografia para “se aproximar da realidade, interpretando os olhares fotográficos, e, a partir dos mesmos, buscar soluções para os problemas existentes”.
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