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UNICEF e SESAI realizam oficinas para equipes de saúde indígena

Belém, 22 de setembro – Em resposta a crise de saúde que atinge crianças da etnia Xavante em Mato Grosso, está sendo realizada este mês, com o apoio do UNICEF, ações na área da saúde indígena no Mato Grosso.

O UNICEF, em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde, realizará hoje e amanhã em Campinápolis a Oficina de Fortalecimento do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAM) Indígena, que tem por objetivo desenvolver capacidades dos profissionais das equipes multidisciplinares de saúde indígena para melhoria do atendimento às crianças indígenas. As equipes que estão sendo formadas trabalham com os índios Xavantes no município.

Além das oficinas, também serão entregues equipamentos necessários para as atividades de acompanhamento das crianças indígenas Xavantes, como balanças pediátricas e réguas antropométricas. Com isso, UNICEF e SESAI esperam melhorar o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) desta comunidade.

Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, 35 índios da comunidade Xavantes, em Campinápolis (MT), morreram.  Destes, 34 eram crianças e uma mulher. Em março, a prefeitura já havia decretado estado de calamidade pública, decisão acatada pelo governo estadual no dia 20 de abril. O principal objetivo do decreto foi agilizar a liberação de recursos do Governo Federal para a construção da nova unidade da Casa de Apoio à Saúde do Índio (Casai).

Cerca de nove mil Xavantes vivem em Campinápolis e há mais de dois anos o número de óbitos de crianças vem crescendo. Em 2008, o índice chegou a 99,45 mortes para cada mil nascimentos. Em 2010, das 200 crianças nascidas, 60 morreram vítimas de doenças respiratórias, parasitárias e infecciosas.

Localizada no interior do Mato Grosso, Campinápolis tem uma população de 12.082 habitantes. Foi manchete nacional e internacional no início do ano em função das mortes das crianças Xavantes. O município vive basicamente da agropecuária, com plantio de algodão e soja e criação de gado. Mas um detalhe faz com que ela se destaque entre os mais de 5.600 municípios do Brasil. Quase a metade dos moradores é indígena da etnia Xavante. Mesmo vivendo em inúmeras aldeias da região, os índios participam ativamente da economia local e do dia a dia da cidade.

Mais informações

Ida Pietricovsky
Especialista em Comunicação do UNICEF no Brasil
(91) 3073.5700
ipoliveira@unicef.org

 

 
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