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Equipe do UNICEF no Brasil participa de encontro com Secretário-Geral das Nações Unidas

© UNICEF/BRZ/Pedro Ivo Alcantara

Encontro reuniu membros das agências e programas do Sistema ONU em Brasília no primeiro dia de visita de Ban Ki-moon ao Brasil

Brasília, 17 de junho – A equipe do UNICEF participou nesta quinta-feira (16), juntamente com colegas das agências e programas do Sistema ONU, de encontro em Brasília com o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que chegou ao Brasil para uma visita oficial de dois dias, acompanhado da sua esposa, a Sra. Ban Soon-taek.

Na abertura do encontro, realizado no auditório da OPAS-OMS, o Coordenador Residente do Sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek, disse que a expectativa é de que a visita do Secretário-Geral possa fortalecer a parceria entre a ONU e o Brasil. “Para todos nós, trabalhar nas Nações Unidas não é apenas um trabalho, mas uma missão. Esperamos que sua visita possa fortalecer a parceira entre a ONU e o Brasil. Você pode contar com uma equipe comprometida para tornar essa parceira ainda melhor para o Brasil, para a ONU e para o resto do mundo.”

Em sua terceira visita ao País, o Secretário-Geral falou da importância do Brasil como membro ativo da ONU e como liderança no âmbito da cooperação Sul- Sul e no cenário político e econômico global e reafirmou a importância do trabalho de cooperação das agências da ONU com o País. “Conto com seu contínuo apoio e compromisso e gostaria de agradecê-los pelo trabalho e pela dedicação de vocês à causa e objetivos das Nações Unidas.”

Ban Ki-moon disse que as expectativas em relação às Nações Unidas estão crescendo e que a organização enfrenta desafios em um contexto atual de restrições econômicas, o que torna preciso o corte de gastos desnecessários para que o Sistema se torne cada vez mais eficiente. Ban Ki-moon disse ainda que as agências precisam trabalhar cada vez mais de forma colegiada e cordial, apoiando o trabalho do Coordenador Residente das Nações Unidas em cada país. Nesse sentido, o Secretário-Geral destacou a forma como as agências vêm trabalhando no Brasil e afirmou que quer ampliar cada vez mais a participação da América Latina na ONU, bem como, a presença da ONU na América Latina. "As Nações Unidas são uma organização global, por isso, precisam estar presente nos países", afirmou.

© UNICEF/BRZ/Alcantara

Na reunião com o os funcionários das agências da ONU no Brasil, Ban Ki-moon também tratou de temas como desenvolvimento sustentável e segurança dos funcionários da ONU (leia abaixo os principais pontos do discurso para a equipe das Nações Unidas).

Logo depois do encontro, o Secretário-Geral se dirigiu ao Itamaraty, onde almoçou com ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Após o almoço, concedeu entrevista a jornalistas brasileiros e estrangeiros e teve reuniões com representantes da sociedade civil (confira a entrevista concedida à imprensa http://onu.org.br/encontro-de-ban-ki-moon-com-a-imprensa-nesta-quinta-feira-166-audio-na-integra-e-fotos/)

“Hoje discuti com o ministro Patriota uma série de assuntos sobre a parceria entre as Nações Unidas e o Brasil. Estou muito agradecido ao povo e ao Governo Brasileiro pelo seu forte compromisso e o papel de liderança que vêm demonstrando em assuntos como paz e segurança, integração regional, desenvolvimento e na promoção de valores e objetivos das Nações Unidas, incluindo os direitos humanos”, disse Ban Ki-Moon na coletiva de imprensa. Aos jornalistas, o Secretário-Geral elogiou o Brasil na área de segurança, citando o apoio do País ao Haiti, Timor Leste e Guiné-Bissau. Também citou a importância da liderança no Brasil na criação da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), união intergovernamental integrando as duas uniões aduaneiras existentes na região: o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Comunidade Andina de Nações (CAN), como parte de um contínuo processo de integração sul-americana.

No final do dia, Ban Ki-moon se reuniu com a presidente Dilma Rousseff para discutir assuntos da agenda internacional. No encontro, ele elogiou a liderança brasileira em questões ambientais e de gênero. Ban Ki-Moon lembrou que a presidente Dilma Rousseff será a primeira mulher a abrir o debate geral da Assembleia da ONU, em setembro.

Ainda no primeiro dia de sua visita, Ban Ki-moon também recebeu 56 mil assinaturas de homens brasileiros coletadas pela campanha “Homens Unidos pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, liderada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres. O abaixo-assinado foi entregue pela ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que reforçou o compromisso do Governo Brasileiro com o fim da violência contra as mulheres e o envolvimento de novos atores, a exemplo do público masculino. A lista com os nomes dos homens brasileiros vai fazer parte do contador mundial de assinaturas e ações impulsionadas pela campanha do Secretário-Geral “UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres". A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a ONU Mulheres, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), e as organizações governamentais Instituto Papai, Instituto Promundo e Agende – Ações em Gênero e Cidadania.

Nessa sexta-feira (17), o Secretário-Geral se reuniu num almoço com todos os chefes das agências da ONU no Brasil. No almoço, o Secretário-Geral aproveitou para anunciar que o Conselho de Segurança das Nações Unidas o recomendou para um segundo mandato a frente da ONU. Ele ressaltou que se sentia muito honrado com a indicação e que aguardaria o resultado final da eleição na próxima terça-feira, dia 21, quando a Assembleia Geral aprova a recomendação. O Coordenador Residente do Sistema no Brasil, Jorge Chediek, brincou com o Secretário-Geral dizendo que Brasília é uma cidade que tem boas energias, e, com certeza, a visita dele aqui contribuiu para o resultado da indicação. O mandato do Secretário-Geral da ONU dura cinco anos. Ele assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2007 e deve terminar o período em 31 de dezembro próximo. Se for reeleito, ficará no cargo até 2016.

Ainda no último dia de visita ao Brasil, o Secretário-Geral teve agenda com a Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e com a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ele também se reuniu com o Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em encontro com lideranças da sociedade civil e com o presidente do Congresso Nacional, José Sarney, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia.

Esta é a terceira visita do Secretário-Geral Ban Ki-moon ao Brasil, desde que iniciou seu mandato em 1º de janeiro de 2007. A visita ao Brasil é a última etapa de uma viagem do Secretário-Geral das Nações Unidas pela América Latina. Antes de chegar ao País, esteve na Colômbia, na Argentina e no Uruguai.

No seu último dia de visita oficial, Ban Ki-moon manifestou sua satisfação com a credibilidade que as Nações Unidas têm no Brasil.

Liderança brasileira e papel das Nações Unidas – “O Brasil é um membro fundador e muito ativo das Nações Unidas, é um líder na cooperação Sul-Sul e, sob qualquer perspectiva, está emergindo com um importante ator na cena global. Neste momento, a minha visita ao Brasil é muito importante: no próximo ano, o País sediará a Rio+20. Ainda que tenhamos realizado esforços desde a última conferência, há muitos desafios em relação à mudança climática e a temas relacionados ao desenvolvimento sustentável global. Por tudo isso, o papel econômico e político do Brasil na região e no cenário global é muito importante e conto com o apoio contínuo de vocês e agradeço o trabalho e dedicação de vocês.”

Desafios da ONU – “As expectativas em relação a nós têm crescido a cada dia. O mundo vive tempos hostis, de dificuldades econômicas, e isso impõe grandes desafios para nós. Temos contribuído com os países-membros a superar seus desafios, mas quem vai nos ajudar a lidar com nossos desafios? Nós mesmos temos que enfrentá-los.”

Trabalho em equipe – “As Nações Unidas são formadas por diferentes agências e programas, com diferentes fontes de financiamento. Mas a fundamental fonte de recursos são os estados-membros como o Brasil. Então, temos que continuar trabalhando como uma só equipe.”

Segurança da equipe da ONU – “Com a complexidade da situação política internacional, há muitos lugares perigosos onde devemos trabalhar e temos atuado e vamos continuar atuando para garantir a segurança. Mas tenham em mente que vocês também precisam ter a própria segurança como prioridade: tentem mudar seus modos de comportamento que podem ser facilmente detectados por outras pessoas.”

Para mais informações, entre em contato com Assessoria de Comunicação do UNICEF

 

 
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