Apresentação da Rede Cegonha, durante o Simpósio Internacional de Redes de Atenção Integral à Saúde da Mulher e da CriançaDiscurso da Representante do UNICEF no Brasil, Sra. Marie-Pierre Poirier, na apresentação da Rede Cegonha, durante o Simpósio Internacional de Redes de Atenção Integral à Saúde da Mulher e da Criança Data: 18/4/2011 Boa noite a todos. Nesta oportunidade, quero saudar: Ministro de Estado da Saúde, Alexandre Padilha Meus colegas do Sistema ONU, Quero iniciar a minha breve fala, lembrando aqui as palavras da presidenta Dilma Rousseff quando afirmou: “um país só pode ser medido pela atenção que dá às mães e às crianças”. Por essa razão, o UNICEF parabeniza o Brasil por ter adotado uma estratégia na área da saúde, a Rede Cegonha, pautada na garantia dos direitos humanos das mulheres e das crianças. Nos últimos 20 anos, o Brasil tem muito para celebrar: a expressiva redução da mortalidade de crianças; o aumento da cobertura dos serviços de saúde; e a redução da pobreza. Porém, o Brasil ainda é desafiado pelas iniquidades que atingem mulheres e crianças indígenas, afro-brasileiras; populações residentes na Amazônia Legal, no Semiárido brasileiro, em áreas rurais e nas comunidades populares dos centros urbanos. Entendemos que a Rede Cegonha reconhece essas questões como prioritárias para que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio sejam uma realidade não só para muitas famílias, mas para cada mulher, cada criança e cada adolescente. A iniciativa Rede Cegonha nasce com a visão da intersetorialidade, fundamentada nos princípios da universalidade e da equidade. Sem dúvida, esse é um imenso desafio não só para a saúde, ministro, ministra, mas também para a proteção social e para a educação, para que o Brasil desponte cada vez mais como uma nação rica e justa, cuja maior riqueza são as suas crianças. Nós do UNICEF acreditamos que o Brasil tem condições e recursos para superar os seus desafios. Quero destacar que os desafios superados no Brasil contribuem com a construção do conhecimento de boas práticas que podem ser de grande interesse para outros países, especialmente da América Latina e Caribe; e do continente africano. As estratégias da Rede Cegonha poderão ser uma das mais importantes linhas de cooperação horizontal e solidária entre os países, inclusive com os mais desenvolvidos. Por fim, ministro, quero aqui parabenizar todo o Ministério da Saúde por esta iniciativa e reafirmar a disposição e o compromisso do UNICEF, ao lado das outras agências das Nações Unidas, em continuar trabalhando junto com o governo e a sociedade brasileira na luta contra as iniquidades. Para isso, nos próximos anos, queremos contribuir com o fortalecimento do controle social, informando e mobilizando as mulheres, lideranças comunitárias, os conselheiros de direitos, conselheiros da saúde e os conselheiros tutelares para exigir do poder público o cumprimento e a garantia dos direitos das gestantes e das crianças. Estamos todos juntos para que cada criança e cada adolescente tenham todos os seus direitos protegidos e assegurados no presente e no futuro. Muito obrigada!
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