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Diretor Executivo do UNICEF lança abordagem inovadora para a prevenção da transmissão vertical do HIV no Quênia

© UNICEF/NYHQ2010-1057/Markisz
"Pacote-Mãe-Bebê" aberto. Os componentes são embalados em caixas codificadas por cores, contendo antibióticos e medicamentos antirretrovirais para mulheres HIV-positivo grávidas e seus recém-nascidos.

Nairóbi, 29 de outubro – O Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake, juntou-se ao governo do Quênia e a outros parceiros nesta sexta-feira para a implantação de uma abordagem inovadora para a prevenção da transmissão do HIV da mãe para o bebê (PTV) – a chamada transmissão vertical. A iniciativa inclui uma combinação de intervenções e materiais, tais como o "Pacote-Mãe-Bebê" de medicamentos antirretrovirais e antibióticos, que as mulheres podem facilmente administrar em casa.

O "Pacote-Mãe-Bebê" faz parte da Iniciativa Maisha – Zona Livre da Transmissão Vertical, do governo queniano. Esse programa inovador é projetado para ajudar a eliminar a transmissão vertical do HIV e a aids pediátrica até 2013 nas províncias de Nyanza e Rift Valley, onde vive cerca de metade de todas as crianças soropositivas do Quênia, e até 2015 em todo o país. Sem tratamento, aproximadamente metade das crianças nascidas com HIV morrerá antes do seu segundo aniversário.

Anthony Lake elogiou o governo do Quênia por seu compromisso de tomar medidas inovadoras para expandir e fortalecer a qualidade dos serviços de PTV. "Maisha significa vida em suaili, e eu não posso pensar em uma maneira melhor de descrever um programa com o potencial de salvar tantas vidas. A Iniciativa Maisha é um passo significativo em direção ao nosso objetivo comum de praticamente eliminar a transmissão vertical no Quênia", disse ele.

A implantação no Quênia do "Pacote-Mãe-Bebê" marca o início de uma implementação em fases em quatro países, incluindo também Camarões, Lesoto e Zâmbia. Está programada para ser executada até meados de 2011. Durante esta fase inicial, o UNICEF e seus parceiros acompanharão de perto a aceitação do pacote por parte das mulheres, bem como a qualidade do fornecimento e distribuição.

O "Pacote-Mãe-Bebê" foi desenvolvido pelo UNICEF, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros parceiros, incluindo a Unitaid (agência intergovernamental para a compra de medicamentos de aids, tuberculose e malária, criada em 2006 por Brasil, Chile, França, Noruega e Reino Unido). Profissionais de saúde em clínicas pré-natais vão distribuir os pacotes para as mulheres grávidas que vivem com HIV, mas que ainda não precisam de tratamento antirretroviral para sua própria saúde. A iniciativa visa atingir as mulheres grávidas cujo teste deu positivo para o HIV, mas que, de outra forma, poderiam não voltar para uma clínica após o diagnóstico.

A Iniciativa Maisha visa ainda aumentar o número de partos com assistência de parteiras qualificadas por meio da intensificação de acompanhamento de mulheres grávidas por agentes comunitários de saúde, e do apoio à implantação de um Fundo de Apoio a Serviços de Saúde. O Fundo prevê incentivos às unidades de saúde que melhorarem o seu desempenho e atingirem maior número de mulheres grávidas, especialmente nas comunidades remotas.

A iniciativa também inclui uma série de elementos destinados a preencher as lacunas do programa de PTV do Quênia, como o envolvimento de Mães Mentoras para apoiar as mulheres grávidas que vivem com o HIV; a introdução de uma estratégia mais simples de diagnóstico infantil precoce, incluindo a tecnologia de SMS para aumentar a taxa de crianças que são testadas logo após o nascimento e o acesso precoce ao tratamento, se necessário; e o incentivo a uma maior participação dos parceiros das mulheres grávidas por meio da Comunicação para a Mudança de Comportamento.

A iniciativa é apoiada financeiramente por vários parceiros, incluindo o governo dos EUA, Comitês Nacionais para o UNICEF, a Iniciativa Clinton Health Access e o Programa Mothers-to-Mothers (M2M).

Enquanto a taxa de prevalência de HIV em adultos no Quênia está em constante declínio, ainda há aproximadamente 22 mil novas infecções por ano entre as crianças via transmissão vertical. Cerca de 1,4 milhão de pessoas vivem com HIV/aids no Quênia, incluindo aproximadamente 81 mil mulheres grávidas.

O Quênia tem feito progressos importantes no dimensionamento dos seus programas de PTV nos últimos anos – com os serviços sendo oferecidos em 4.000 dos quase 4.500 centros de atendimento pré-natal do país (de acordo com os dados mais recentes). Apesar desses progressos, o número de mulheres grávidas que recebem, de fato, tratamento antirretroviral para a PTV estagnou em cerca de 58.600 em 2009, o que indica que esses serviços ainda estão fora do alcance de muitas mulheres.

Um aumento de serviços de PTV tem sido dificultado pela baixa utilização de serviços de cuidados pré-natais, com menos da metade de todas as mulheres grávidas completando quatro visitas de pré-natal e mais de metade delas dando à luz em casa. Outros fatores que dificultam o aumento da prevenção da transmissão vertical são: que um terço de todas as mulheres grávidas que vivem com HIV/aids ainda recebe esquemas terapêuticos menos eficazes; e que os bebês nascidos de mães HIV-positivo muitas vezes não são testados precocemente. As chances de sobrevivência de uma criança que nasce com o HIV são muito maiores se o tratamento antirretroviral é iniciado logo após o nascimento.

Mais informações:
Michael Klaus, Diretor de Comunicação, Escritório Regional do UNICEF para a África Oriental e Meridional
Telefone: 254 716 431 880
E-mail: mklaus@unicef.org

 

 
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