Organizações paraenses debatem o enfretamento da violência contra crianças e adolescentesBelém, 5 de outubro – Hoje, às 19h, será realizado o lançamento do Protocolo de Atenção Integral a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência – uma abordagem interdisciplinar na Saúde. O Protocolo tem por objetivo contribuir para uma intervenção qualificada e interdisciplinar dos profissionais que atuam na Saúde, no que se refere ao enfrentamento à violência, e estimular novas atitudes e práticas cotidianas de pensar e de agir, que considerem e deem prioridade às especificidades das crianças e dos adolescentes da Amazônia. O lançamento abre o “Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes e Repercussões no Desenvolvimento Infantil”, a se realizar de hoje até o dia 8 de outubro, no Hotel Beira Rio. Promovido pela Secretaria de Saúde do Estado do Pará, em parceria com o UNICEF, e com o apoio do Ministério da Saúde, o evento visa promover uma ampla discussão sobre a violência praticada contra crianças e adolescentes no Pará. Segundo dados de 2009, da Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância, 12% dos 55,6 milhões de crianças brasileiras menores de 14 anos são vítimas, anualmente, de alguma forma de violência. As violências e os acidentes, juntos, constituem a segunda causa de óbitos no quadro geral da mortalidade brasileira. Na faixa etária entre 1 e 9 anos, 25% das mortes são decorrentes da violência. Entre 5 e 19 anos, a violência é a primeira causa entre todas as mortes ocorridas nessa faixa etária, segundo dados do Ministério da Saúde. Ou seja, a gravidade do problema atinge significativamente a infância e a adolescência. E mesmo nas situações não fatais, as lesões e traumas físicos, sexuais e emocionais deixam sequelas para toda a vida. Na Região Norte, os maiores índices de internação hospitalar por causas externas, onde se configuram as formas de violência, envolvem crianças e adolescentes. Em 2006, as internações de crianças, menores de 1 ano, chegaram a 50,92%; de 1 a 4 anos, a 51,26%; de 5 a 9 anos, a 45,17%; e, de 10 a 19 anos, a 51,32% (DATASUS). Os dados de mortalidade também são mais expressivos na faixa etária infanto-juvenil, sendo que o Brasil ocupa o segundo lugar, no mundo, em mortes por causas externas de pessoas entre 15 e 24 anos de idade. Encaminhamentos adequados O Seminário, portanto, será uma importante etapa para entender as causas e discutir possíveis soluções no enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes. Entre os temas a ser debatidos, estão exploração sexual e tráfico de crianças e adolescentes; tipologia da violência contra crianças e adolescentes; o uso abusivo de álcool e outras drogas e a violência; violência contra a mulher e o reflexo na criança; notificação no enfrentamento à violência contra a criança e adolescente; aspectos jurídicos da violência contra a criança; etc. Participam do evento técnicos responsáveis pela saúde da criança e educação infantil dos Centros Regionais e Municípios; membros dos Comitês de Mortalidade Infantil; Conselhos Tutelares e de Direitos; outros órgãos do Governo e organizações da sociedade civil. Informações para imprensa:
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