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Chamada à ação para ajudar os mais vulneráveis fecha eventos do UNICEF na Cúpula sobre os ODM

Nova Iorque, 23 de setembro – No evento do UNICEF de fechamento da Cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) na noite passada, especialistas e líderes mundiais se reuniram para destacar a importância de alcançar as crianças mais desfavorecidas e mais difíceis de alcançar em todo o mundo para que os ODM sejam atingidos com equidade em 2015.

Realizado na sede do UNICEF em Nova Iorque, o evento – um painel de alto nível intitulado "As crianças e os ODM: alcançando os mais vulneráveis" – foi focado em dados recentes que revelam desigualdades que ainda existem para as crianças no mundo em desenvolvimento.

O relatório Progresso para as crianças, lançado recentemente pelo UNICEF, argumenta que focar nas crianças e famílias mais pobres e marginalizadas não só é a coisa certa a fazer, mas também a forma com o melhor custo-benefício para atingir os ODM.

Maior necessidade, maior retorno
"Nós não podemos estar satisfeitos com a oportunidade para qualquer um até que haja oportunidade para cada um", disse o diretor executivo do UNICEF, Anthony Lake, durante seu discurso de abertura no painel de discussão. "Se trabalharmos onde há a maior necessidade, então, obteremos o maior retorno em resultados reais."

No centro do debate, moderado pelo correspondente da CNN Jim Clancy, estava uma avaliação dos progressos realizados pelos países e as perspectivas únicas que eles trouxeram para a realização dos ODM com equidade.

"Nós devemos sempre considerar que as crianças são a nossa futura geração", disse a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina. Ela acrescentou que a comunidade internacional deve considerar cuidadosamente "como podemos ajudá-las e fazer do mundo um lugar seguro."

Também participaram do painel o presidente esloveno, Danilo Türk; a presidente da Fundação Rockefeller, Judith Rodin; a embaixadora do UNICEF Mia Farrow; e o ministro da Secretaria dos Direitos Humanos do Brasil, Paulo Vannuchi.

Desigualdades persistem
Painelistas do evento observaram que programas convencionais de ajuda geralmente destinam-se a ajudar o maior número de beneficiários – em vez de também buscar aqueles que são especialmente difíceis de alcançar devido ao status social, à pobreza extrema, ao isolamento geográfico ou ao gênero.

Como resultado – ainda que tenha havido progressos em relação aos ODM desde que líderes mundiais se comprometeram com as metas há uma década –, gênero e localização geográfica continuam a desempenhar um papel importante na determinação das perspectivas para as crianças nos países em desenvolvimento. Na verdade, as crianças menores de 5 anos das zonas mais pobres e remotas têm duas vezes mais probabilidade de morrer do que as crianças mais ricas nesses países.

Mas a desigualdade não existe só nos países em desenvolvimento. O presidente Türk, da Eslovênia, falou sobre a questão do povo cigano, um grupo étnico minoritário que frequentemente sofre discriminação na Europa Central e Oriental.

"Existem bolsões de pobreza na Europa e grupos que são desfavorecidos há muito tempo", disse ele. "Às vezes, é muito difícil resolver os problemas deles por uma variedade de razões políticas, culturais... Penso que o UNICEF, com equidade e identificação das pessoas vulneráveis, fornece um ponto de partida para isso.”

"Não há razão aceitável" para o sofrimento
A embaixadora do UNICEF Mia Farrow ajudou avaliar a situação do mundo cinco anos antes do prazo dos ODM.

"No mundo de hoje", disse ela, "não há razão aceitável para que as crianças passem fome, não tenham educação ou sejam condenadas à morte, ou a uma vida de deficiência, porque não têm uma rede de malária, ou acesso à potável água, ou a mesma vacina contra a poliomielite que está disponível para nós no mundo desenvolvido há mais de meio século."

Mia Farrow sublinhou ainda a importância crítica de atingir os ODM com equidade.

"Ao chegar até as pessoas mais pobres do planeta, os mais abandonados, estamos realmente trazendo o padrão de vida para o mundo em que nós e nossos filhos vamos viver", disse ela.

Tempo para uma ação urgente
Após três dias de acontecimentos vibrantes na Cúpula sobre os ODM, está claro que não resta nenhuma alternativa senão agir agora – e rapidamente – para chegar às crianças mais vulneráveis do mundo.

 

 
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