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Reuniões da Cúpula sobre ODM buscam progresso para todos, incluindo os mais vulneráveis

Último dia focaliza a saúde materna, água e saneamento

Por Tim Ledwith*

Nova Iorque, 23 de setembro – A Cúpula da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) terminou nesta quarta-feira, 22 de setembro, com uma forte ênfase no foco nas comunidades mais pobres e vulneráveis, para o alcance dos ODM até 2015. Na reta final do encontro de três dias, o UNICEF participou de reuniões sobre áreas críticas dos ODM, incluindo saúde materna, água e saneamento.

O evento de saúde materna foi realizado na noite de terça-feira na sede do UNICEF. Organizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), reuniu um grupo de líderes e especialistas para traçar estratégias para acelerar os progressos em direção ao ODM 5.

Entre outras metas, o ODM 5 prevê a redução da mortalidade materna e o alcance do acesso universal à saúde reprodutiva.

Apresentando resultados
Desde 1990, a mortalidade materna foi reduzida em mais de um terço em todo o mundo, mas cerca de 1.000 mulheres ainda morrem a cada dia devido a complicações na gravidez e no parto – a maioria delas, na África ao sul do Saara e no Sul da Ásia.

Embora a grande maioria dessas mortes seja evitável, o ODM 5 não está no caminho para o sucesso, com base nas tendências atuais. Um esforço global será necessário para alcançá-lo. A importância da adoção de uma abordagem baseada em equidade para a saúde materna estava no centro das discussões do painel de terça-feira à noite.

"Por anos, muitos acreditavam que era simplesmente caro demais salvar a vida de mulheres nos lugares mais desfavorecidos", disse o diretor executivo do UNICEF, Anthony Lake. Referindo-se às conclusões do relatório Progresso para as crianças, lançado recentemente pelo UNICEF, Lake acrescentou:"Ao concentrar nossos esforços na intensificação das intervenções práticas que alcancem as mulheres mais pobres e marginalizadas, poderemos alcançar o ODM 5 mais rapidamente, com maior custo-benefício e de forma mais equitativa".

A Secretária de Saúde da Índia, Sujatha Rao, também salientou a necessidade de atingir as mulheres marginalizadas, com cuidados de saúde materna e reprodutiva. "Aquelas que são mais afetadas são também as mais pobres e mais desfavorecidas, e isso é uma grande população na Índia. Assim, a equidade é absolutamente essencial se quisermos ter uma sociedade estável", disse ela.

"Temos de apresentar resultados", afirmou Margaret Chan, Diretora-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). "Temos de alcançar os mais pobres entre os pobres e as mulheres e crianças mais difíceis de alcançar."

Intervenções de saúde materna
Com essa finalidade, UNFPA, UNICEF, OMS e Banco Mundial se uniram na aliança "Health 4+" – a qual se juntou depois o UNAIDS – para ajudar os países com as maiores taxas de mortalidade materna e neonatal. Essas agências da ONU e seus parceiros estão trabalhando para aumentar a proporção de partos assistidos por pessoal de saúde qualificado e para estender a cobertura de cuidados pré-natais para mães e recém-nascidos.

Prestar cuidados e tratamento a mulheres vivendo com HIV é outra parte do desafio da saúde materna, explicou K.C.S. Malefho, Secretário Permanente do Ministério da Saúde em Botsuana. Esse país conseguiu reduzir, em recém-nascidos, a transmissão do HIV de mãe para filho – a chamada transmissão vertical.

"O Governo do Botsuana teve uma compreensão muito simples de que seria inútil salvar os bebês e deixar que suas mães morressem", disse o Malefho. "Assim, o nosso programa para a prevenção da transmissão vertical foi, desde o início, ligado aos programas de maternidade segura."

Impacto da água e do saneamento
Além da saúde materna, outro objetivo que não está tendo progresso suficiente é o ODM 7. Esse objetivo visa reduzir para a metade a proporção da população sem acesso sustentável a água potável e saneamento básico. Esse assunto foi tema de um painel de alto nível em uma reunião realizada na sede da ONU na manhã da quarta-feira 22 de setembro.

O Príncipe Willem-Alexander, da Holanda, – que preside o Conselho Consultivo sobre Água e Saneamento do Secretário-Geral da ONU – pediu que as iniciativas de água e saneamento fossem intensificadas para salvar milhões de vidas. Outros painelistas observaram que tais programas não recebem prioridade de financiamento se comparados a outros setores, ainda que eles sustentem o progresso de muitos dos ODM.

Instalações sanitárias adequadas para meninas e meninos melhoram a frequência escolar, por exemplo, e projetos de água potável reduzem a mortalidade infantil por doenças causadas por água contaminada. A falta de água potável é cruelmente evidenciada na África, onde ocorre quase metade das mortes infantis devido à diarreia.

Motivo de preocupação
"Embora esteja otimista sobre o que temos conseguido, estou preocupada",disse a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf. "Apesar de saneamento, água e higiene terem um papel fundamental no progresso de todas as outras áreas na África, o setor não está sendo discutido suficientemente, não tem a prioridade necessária e, portanto, tem poucos recursos."

Os governos do Japão, República da Coreia, Libéria, Senegal, Tadjiquistão e Estados Unidos patrocinaram o evento de água e saneamento, que também contou com apoio do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

*Anja Baron, Nina Martinek e Chris Niles contribuíram para esta história.

 

 
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