Cúpula sobre ODM discute HIV/aids, nutrição e equidadeNo segundo dia, reuniões da Cúpula da ONU sobre ODM destacam HIV/aids, nutrição, parcerias e equidade Por Tim Ledwith* Nova Iorque, 22 de setembro – O UNICEF participou ontem de uma série de eventos paralelos durante o segundo dia da Cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, destacando os progressos alcançados e os desafios em relação ao HIV/aids e à saúde e nutrição infantil. Alcançar os ODM com equidade foi um tema recorrente nesta terça-feira, 21 de setembro, no segundo dia da Cúpula sobre os ODM, que está sendo realizada como parte da 65ª Sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque. O relatório do UNICEF "Progresso para as crianças", lançado há duas semanas, concluiu que uma abordagem baseada em equidade, tendo como alvo os mais pobres dos pobres, oferece a maior esperança de alcançar os ODM até 2015 – prazo acordado pelos líderes mundiais no ano 2000. Como o Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake, observou em um dos eventos de hoje: "Precisamos concentrar nossos esforços na expansão da prática, no custo-benefício, nas intervenções baseadas na comunidade que são mais bem projetados para alcançar as mulheres e as crianças mais necessitadas". Prevenção da transmissão do HIV O esforço para acelerar o progresso na prevenção da transmissão vertical do HIV passa por elementos dos ODM 4, 5 e 6, que versam sobre a redução da mortalidade na infância, a melhoria da saúde materna e o combate às principais doenças evitáveis, respectivamente. Os painelistas apontaram que o HIV continua sendo uma das principais causas de morte entre mulheres em idade reprodutiva no mundo e entre crianças pequenas em países com altas taxas de prevalência. Mais de 1.000 crianças menores de 5 anos no mundo em desenvolvimento estão sendo infectadas pelo HIV a cada dia via transmissão durante a gravidez, no parto e pelo aleitamento materno. Sinais positivos "Até poucos anos atrás, em um lugar como África do Sul ou Zâmbia ou Etiópia, um diagnóstico de HIV durante a gestação era, com grandes probabilidades, uma dupla sentença de morte: a mãe e o bebê. Mas isso começou a mudar", disse Lake. "Na Namíbia, a prevalência do HIV entre crianças menores de 1 ano de idade diminuiu de 13,5% em 2006 para 7% em 2009", relatou o presidente da Namíbia, Hifikepunye Lucas Pohamba. O papel das mulheres Babalwa Mbono disse que aguarda com expectativa o dia em que todos os bebês nascerão livres do HIV e mães que vivem com o vírus "serão saudáveis e fortes, podendo viver por muito tempo para cuidar de suas famílias". Impacto da desnutrição As evidências mostram que uma criança que for bem nutrida nesse período crítico terá um futuro mais saudável e mais produtivo. Melhorar a nutrição infantil está em consonância com o ODM 1: reduzir para metade a proporção de pessoas que sofrem de fome no mundo. E também está ligado a outros objetivos, uma vez que uma nutrição inadequada no início da vida causa danos irreversíveis ao desenvolvimento físico e intelectual das crianças, impedindo o progresso sobre os ODM como um todo. Parcerias são fundamentais Organizado pela Visão Mundial Internacional, Plan International e Save the Children, a mesa-redonda "Cinco Anos pelas Crianças", na sede do UNICEF, reuniu líderes dessas organizações globais para identificar as ações conjuntas que podem trazer resultados para cada criança. Eles prestaram atenção especial no atendimento às crianças mais pobres e excluídas que ainda estão sendo deixadas para trás. O CEO da Plan International, Nigel Chapman, identificou a desigualdade de gênero como uma área que requer mais esforços. "Temos de elevar o perfil da disparidade entre meninas e meninos", disse ele. "A evidência é muito forte de que, quando se investe em meninas, o retorno é desproporcionalmente alto". O ponto de Chapman reforçou a mensagem central do UNICEF de equidade na cúpula dos ODM. Com cinco anos para realizar a promessa da Declaração do Milênio, uma abordagem baseada em equidade pode ajudar a garantir que todas as crianças tenham suas necessidades atendidas e seus direitos cumpridos, não importa onde vivam. * Anja Baron, Nina Martinek, Chris Niles, Vivian Siu e Tanya Turkovich contribuíram com esta história.
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