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Cúpula da ONU sobre ODM começa com eventos sobre educação e sobrevivência infantil

© UNICEF/NYHQ2010-1893/Berkwitz
O Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake, discursa em painel sobre imunização durante a Cúpula da ONU sobre os ODM em Nova Iorque.

Por Tim Ledwith*

Nova Iorque, 20 de setembro – A reunião plenária de alto nível das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) começou hoje em Nova Iorque com eventos paralelos destacando as metas de educação e sobrevivência infantil. As discussões ecoaram a conclusão-chave do relatório Progresso para as crianças, lançado recentemente pelo UNICEF: a de que uma abordagem baseada em equidade, tendo como alvo os mais pobres dos pobres, oferece a melhor esperança de alcançar os ODM até 2015.

O dia começou com um painel diferenciado sobre o ODM 2, que apela para alcançar a educação primária universal. O painel foi organizado pela Campanha Global pela Educação, que acaba de lançar um relatório alertando que os países pobres estão à beira de uma crise da educação.

Na verdade, um crônico investimento precário na educação – apesar das promessas da comunidade internacional – significa que 69 milhões de crianças ainda estão fora da escola, de acordo com o relatório da Campanha Global.

Ajuda para as mais difíceis de alcançar
Para resolver o déficit de educação, os palestrantes desta manhã apelaram aos governos para que deem prioridade ao investimento em escolas no mundo em desenvolvimento. Enfatizaram o papel central da educação como um direito humano indispensável que ajuda famílias vulneráveis a ter acesso a benefícios sociais, econômicos, políticos e culturais.

O Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake, referindo-se às conclusões do relatório Progresso para as crianças, afirmou que o alcance das famílias mais pobres do mundo é o caminho certo para se ter todas as crianças na escola primária.

"Precisamos não apenas nos concentrar nas nações mais difíceis de alcançar, mas nas áreas mais difíceis de alcançar, porque essas são as áreas de maior necessidade. O custo-benefício de se trabalhar nessas áreas é maior, porque lá as necessidades são maiores e as recompensas são maiores", disse Lake.

"A questão da nossa geração"
A rainha Rania Al-Abdullah, da Jordânia, Defensora Eminente do UNICEF para as Crianças, enfatizou o impacto de longo alcance do acesso à escolarização. "Educação não é apenas derrotar a pobreza. É derrotar a doença, derrotar a desigualdade", disse ela. "E para as meninas, a educação é nada mais nada menos do que um salva-vidas da estigmatização, da insegurança e da violência. Essa é uma questão que atravessa todas as outras... É a questão da nossa geração."

O ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown também mencionou o desafio histórico colocado pelo ODM 2. "Fico indignado com o desperdício de oportunidades e potencialidades em relação à educação, em tantas partes do mundo atualmente", disse ele. "Mas fico inspirado por tantas pessoas que querem, pela primeira vez, em nossa geração, tornar possível o direito de todos de poder ir à escola."

Em um movimento bem-vindo por seus colegas palestrantes e outros participantes, a Diretora de Operações do Banco Mundial, Ngozi Okonjo-Iweala, anunciou que o banco vai alocar um adicional de US$ 750 milhões nos próximos cinco anos para os países que estão atrasados em relação a suas metas de educação.

© UNICEF/NYHQ2010-1872/Markisz
Nthabiseng Tshabalala, 12 anos, fala em painel sobre educação durante a Cúpula da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Mas o momento mais comovente do evento ocorreu quando Nthabiseng Tshabalala, uma menina de 12 anos de Soweto, África do Sul, fez um apelo direto aos líderes adultos reunidos. "Por favor, políticos, nos ajudem", disse ela. "Vocês tiveram a oportunidade de ir à escola. Agora estão aqui na ONU. Por favor, garantam que 69 milhões de crianças tenham oportunidade de ir à escola."

Vacinas e Imunização
O evento sobre educação foi seguido, nesta tarde, por um painel sobre imunização contra doenças infantis fatais. A expansão da imunização de rotina em crianças menores de 5 anos será de extrema importância para a realização do ODM 4, que visa reduzir a mortalidade na infância em dois terços em relação a 1990.

Organizado pela Aliança Global para Vacinas e Imunização – conhecida como Aliança GAVI –, o painel abordou os progressos na cobertura vacinal e os desafios que permanecem, como o financiamento insuficiente e a debilidade dos sistemas de saúde nacionais.

Os participantes dedicaram especial atenção à pneumonia e à diarreia, responsáveis por cerca de 40% das mortes de crianças anualmente. Eles observaram que o ODM 4 só poderá ser alcançado pela aceleração da prevenção e de programas de tratamento dessas doenças baseado na comunidade.

"O caminho para os ODM"
"De onde eu estou, olhando para os dados, o caminho para os ODM passa diretamente pela pneumonia e diarreia", disse o palestrante Orin S. Levine, que dirige o Centro Internacional de Acesso à Vacina.

Anthony Lake observou que o UNICEF conduziu esforços para tratar as crianças em risco em suas próprias comunidades, usando intervenções de baixo custo, como sais de reidratação oral, antibióticos e micronutrientes.

O CEO da Aliança GAVI, Julian Lob-Levyt, explicou que a aliança deu grande prioridade à introdução de vacinas contra o pneumococo e o rotavírus onde elas são mais necessárias nos próximos cinco anos. "Embora esse esforço avance em uma série de países em desenvolvimento", disse Lob-Levyt, "é preciso fazer muito mais em alguns dos mais pobres".

Plano de Ação Global
A Cúpula dos ODM está sendo realizada como parte da 65ª Sessão da Assembleia Geral da ONU. É uma oportunidade para que governos, agências das Nações Unidas e outros parceiros revejam os seus progressos até hoje sobre as metas de desenvolvimento e adotem um plano de ação acelerado para os cinco anos que faltam para o prazo dos ODM.

A Cúpula ocorre 10 anos após 189 líderes mundiais assinarem a Declaração do Milênio, comprometendo-se a cumprir as metas de extrema pobreza, educação, igualdade de gênero, a sobrevivência infantil, saúde materna, HIV/aids e outras doenças, sustentabilidade ambiental e parcerias globais para o desenvolvimento.

* Chris Niles e Anja Baron contribuíram para esta história.

 

 
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