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Diretor Executivo visita o Paquistão, onde o UNICEF trabalha para levar água potável às zonas inundadas

Nova Iorque, 30 de agosto – A inundação continua devastando o Paquistão. Quase 18 milhões de pessoas foram afetadas e cerca de um quinto do país continua debaixo d'água. Desde o início das inundações há mais de um mês, o número de mortos aumentou para 1.600.

Depois de semanas, a chuva já parou em grande parte do país. Os esforços para recuperação estão em andamento em algumas partes de Khyber, Pakhtunkhwa e províncias do sul do Punjab. As pessoas estão sendo incentivadas a voltar para casa, deixando os campos de refugiados onde viveram em tendas nas últimas semanas.

O Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake, chegou hoje ao Paquistão para visitar zonas afetadas pelas cheias. Lake começou a visita em Charsadda, uma das áreas mais afetadas de Khyber, Pakhtunkhwa, onde o UNICEF fornece água potável e material de higiene para milhares de famílias que ainda usam escolas como abrigos temporários.

Crise de água potável
À medida que as águas baixam no sul do Rio Indo, a preocupação volta-se para a província de Sindh. Existe possibilidade de novos alagamentos na região sul. "É uma grande crise", disse o chefe do programa de Água, Saneamento e Higiene (WASH) do UNICEF no Paquistão, Omar el-Hattab. "Infelizmente, as pessoas estão defecando em qualquer lugar", acrescentou. "E usam essa água também para beber."

El-Hattab informou que, embora as enchentes estejam recuando e haja um retorno à normalidade em algumas províncias, o acesso a água limpa e potável continua sendo um desafio em termos de logística e recursos em todo o país.

Aumento das necessidades
Atualmente, há ainda um número significativo de pessoas que vivem em estradas na zona de inundação. O UNICEF trabalha para melhorar o saneamento em edifícios públicos, mesquitas e escolas e em todos os edifícios que sejam facilmente acessíveis e que possam fornecer os serviços básicos ao longo das estradas do Paquistão.

Segundo El-Hattab, o UNICEF receia que a falta de acesso a água potável propague doenças como malária e diarreia. No fim de semana passado, registrou-se um aumento de 1 milhão de pacientes que procuraram assistência médica para doenças causadas pelas inundações. As crianças são particularmente vulneráveis às doenças e representam metade da população afetada.

Até o momento, o UNICEF conseguiu levar diariamente água potável a mais de 2 milhões de pessoas. Usando reservatórios de água e sistemas de suprimento de água, a colaboração do governo e das agências humanitárias procura levar ajuda ao maior número de pessoas.

O UNICEF, no entanto, é capaz de fornecer apenas água e não o conjunto completo de serviços de saneamento que gostaria de oferecer. A organização simplesmente não tem as fontes disponíveis localmente para atender os milhões de pessoas que necessitam de ajuda.

A produção em massa
"Operações como estoque de água e similares são insustentáveis e de difícil execução, mesmo com os recursos disponíveis", ressaltou. El-Hattab. "Não existe transporte suficiente para esse trabalho no Paquistão."

A inundação trouxe também uma série de problemas.

"Infelizmente, perdemos todo o nosso estoque de emergência, porque o nosso maior armazém em Peshawar também foi inundado", disse El-Hattab. "Tudo o que havia lá ficou comprometido."

Dessa forma, o UNICEF trabalha em novas formas de resolver os problemas de abastecimento, incluindo a produção em massa de plantas de filtragem de água e latrinas. Com esse esforço, espera-se atingir mais vítimas das inundações e reduzir a propagação de doenças. O abastecimento de água potável, no entanto, continua sendo um desafio diário em todo o Paquistão.

 

 
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