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Diretor Regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe reúne-se com autoridades e lideranças brasileiras e conhece programas apoiados pelo UNICEF no Brasil

© UNICEF/BRZ/Igor Estrella
O Diretor Regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe, Bernt Aasen; a Representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier; e o Ministro da Educação, Fernando Haddad.

Nos encontros, foram tratados temas como o enfrentamento das iniquidades e cooperação Sul-Sul

Brasília, 23 de agosto – Em sua primeira vinda ao Brasil como Diretor Regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe, Bernt Aasen participou entre os dias 18 e 20 de agosto de diversos encontros com autoridades e lideranças sociais em Brasília, Belém, Acará (PA) e Rio de Janeiro. Nas reuniões, foram discutidos temas como o enfrentamento das iniquidades e novas formas de cooperação do Brasil com outros países para a garantia dos direitos de cada criança e cada adolescente.

Para Bernt Aasen, as soluções para os desafios dos países do Hemisfério Sul podem ser encontradas neles mesmos e compartilhadas por essas nações. Por isso, acredita que a cooperação deve ser norteada por uma lógica onde países do sul também tenham papel ativo na busca de soluções para as questões que afetam a vida de crianças e adolescentes.

No seu primeiro dia de visita (18/8), o Diretor Regional reuniu-se com autoridades brasileiras em Brasília para dialogar sobre o fortalecimento das estratégias de redução das disparidades que afetam crianças e adolescentes no País. Na manhã da terça-feira, Bernt Aasen participou de encontro com o Ministro da Educação, Fernando Haddad, no qual foram apresentados as estratégias do governo e os desafios para a garantia do direito de aprender. Também participaram da reunião o Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, André Lázaro; o Diretor da Secretaria de Educação Básica, Romeo Caputo; e o Chefe da Assessoria da Área Internacional, Leonardo Barchini.

O ministro Haddad disse que o UNICEF tem exercido um papel importante ao disseminar para governos e sociedade a ideia da educação como direito que deve ser garantido a cada criança e adolescente. Haddad destacou ainda que a articulação entre o Ministério e o UNICEF vem contribuindo para o fortalecimento das políticas de equidade.

O Diretor Regional avaliou de forma positiva os esforços do governo na área da educação e reforçou o compromisso do UNICEF de apoiar o Brasil a alcançar as Metas 2021, relacionadas à ampliação do acesso e à qualidade da educação nos países ibero-americanos.

Bernt Aasen também participou de encontro com o Secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo Paes, e pode conhecer em detalhes as iniciativas do governo brasileiro na redução da pobreza e das desigualdades sociais.

Na parte da tarde, Aasen se reuniu com o Dirceu Greco, Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, para falar das prioridades e da parceria entre as instituições. No encontro, foi discutido a recém-lançada parceria entre governo, o UNICEF, o Governo do Estado do Ceará e governos municipais para redução da transmissão do HIV e da sífilis entre mãe e bebê. O objetivo da nova estratégia é garantir a testagem e o tratamento das gestantes e dos bebês, quando necessário, reduzindo o número de crianças infectadas. Na reunião, também foi discutida a importância da cooperação Sul-Sul. Para Dirceu Greco, o UNICEF e outras agências das Nações Unidas têm atuado como catalisadores dos esforços ao promover a troca de experiências entre os países do Hemisfério Sul.

O Diretor Regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe também discutiu as estratégias de cooperação Sul-Sul com o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores, Marco Farani. Para o diretor da ABC, as boas práticas precisam ser compartilhadas entre países, e o UNICEF tem papel importante não apenas para a elaboração de políticas públicas no País, mas na disseminação de experiências de sucesso para outros países.

Amazônia – Na quinta-feira 19 de agosto, Bernt Aasen visitou a escola rural Neusa Pinto, no município de Acará, às margens do rio Acará-Mirim, a 30 minutos de Belém, capital do Estado do Pará. O objetivo foi conhecer as ações do UNICEF na Amazônia. A escola foi uma das primeiras a ser beneficiada pelo EducAmazônia quando o programa foi implantado pelo UNICEF há cinco anos.

Na escola, o Diretor Regional foi recebido por 17 crianças e adolescentes, entre 4 e 13 anos de idade, matriculados em uma classe multisseriada que atende alunos do ensino infantil ao 5º ano. Segundo a professora Leila Pinto, muitos desses estudantes são filhos e netos de ex-alunos daquela escola, que, por ser tradicional no município, é muito procurada pelas famílias.

O EducAmazônia tem o apoio do ING Bank. O projeto tem como objetivo promover uma educação de qualidade. Em cinco anos, cerca de 10 mil escolas do ensino fundamental e mais de 500 mil estudantes foram beneficiados por meio de capacitação de professores, gestores e técnicos da educação. Em Belém, Bernt Aasen também conheceu as ações do Observatório Amazônico da Criança e do Adolescente (OCA), projeto de extensão da Universidade Federal do Pará que apoia as ações do Selo UNICEF Município Aprovado nos municípios da Amazônia.

Aasen também se reuniu com representantes da Rede Energia, primeira empresa a apoiar a realização da Agenda Criança Amazônia, articulação política regional para fazer da criança prioridade absoluta e que tornou possível o lançamento do Selo UNICEF Município Aprovado na região.

Satélite – Na parte da tarde da quinta-feira, saúde, educação e segurança estavam entre os temas abordados por Bernt Aasen durante a videoconferência transmitida por satélite para oito municípios do Pará, realizada no estúdio da Universidade da Amazônia (Unama). Ele falou a respeito das estratégias e desafios do UNICEF na região amazônica. O Diretor Regional se disse confiante na capacidade que as organizações não governamentais (ONGs) têm de mobilizar poderes públicos de diferentes esferas e organizações civis em torno da garantia de direitos de crianças e adolescentes. Bernt Aasen explicou que ideias para a construção de um mundo mais justo são várias, mas que é preciso democratizar o acesso aos serviços públicos.

Bernt Aasen citou como exemplo a importância de se promover melhorias na saúde da gestante, preocupações contidas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Para o Diretor Regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe, o acompanhamento da questão deve ser feito por diferentes pastas de uma administração. "Alguns gestores consideram a mortalidade materna como um problema que deve ser resolvido exclusivamente pelos médicos. Garantir a saúde da gestante e do filho, contudo, é mais complexo do que parece, então é importante que os Ministérios façam as políticas, mas não se limitem a isso", disse Aasen. "O problema é suprassetorial e mais que um simples processo burocrático. São precisos mobilização e diálogo entre os poderes de um mesmo governo para atacar as necessidades de uma comunidade", avaliou.

Lutar por qualidade de vida para a infância, de acordo com Bernt Aasen, não significa necessariamente inventar uma nova roda. "O que precisamos fazer é democratizar o acesso às políticas que já existem. Somos capazes de resolver os problemas com os conhecimentos disponíveis, desde que se tenha vontade", enfatizou.

© UNICEF/BRZ/Ratão Diniz
No Rio de Janeiro, o Diretor Regional visitou a comunidade do Borel, onde se encontrou com líderes comunitários e adolescentes comunicadores da Plataforma dos Centros Urbanos.

Rio de Janeiro – Na sexta-feira 20 de agosto, Bernt Aasen chegou ao Rio de Janeiro para a última etapa de sua visita ao Brasil. Na capital fluminense, participou de um encontro com representantes do alto escalão dos governos do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro, setor privado, da academia, do terceiro setor e da sociedade civil. Nesse encontro, o Diretor Regional conheceu mais sobre a situação política e social do Rio de Janeiro e as iniciativas inovadoras que diferentes setores vêm desenvolvendo para promover a equidade e a garantia de direitos da população, especialmente de suas crianças e adolescentes.

O escritório do UNICEF no Rio de Janeiro estimula e colabora para que esses diversos segmentos do governo e da sociedade carioca assumam compromissos efetivos com a garantia dos direitos de criança e adolescentes. Para o Secretário de Assistência Social da Cidade do Rio de Janeiro, o UNICEF promove essa sinergia. “O UNICEF faz a ponte entre a sociedade civil e o poder público, sempre garantindo a participação das próprias crianças e adolescentes”, disse Fernando William.

Bernt Aasen ficou impressionado com a capacidade de o UNICEF no Brasil conseguir reunir tantos atores importantes em torno da causa da infância. “Quando a criança tem perspectivas, temos a oportunidade de construir um país melhor”, afirmou o Diretor Regional.

O impacto da redução da violência em algumas comunidades da cidade do Rio de Janeiro após a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), com consequências positivas na vida de meninas e meninos, foi um dos assuntos que dominaram esse primeiro encontro do Diretor Regional no Rio de Janeiro.

Em seguida, Bernt Aasen visitou a comunidade do Borel, na zona norte carioca, onde se reuniu com parceiros do UNICEF, lideranças comunitárias e adolescentes comunicadores que fazem parte da Plataforma dos Centros Urbanos, iniciativa que articula os diversos setores da sociedade para reduzir as disparidades sociais e garantir os direitos de meninos e meninas das comunidades populares nas cidades brasileiras.

Renata Jardim do Grupo Articulador Local da Plataforma do Borel, e Rosângela Moreno, do Grupo Articulador Local do Cosmos, e os adolescentes comunicadores Artur Moreno, 17 anos, e Luamar Mendonça, 15 anos, explicaram o que é e como funciona a Plataforma dos Centros Urbanos e o que já mudou na vida das pessoas que vivem nas comunidades que participam dessa iniciativa.

“Na minha comunidade, não tínhamos nada e, por meio da Plataforma, conseguimos muita coisa. Estamos articulando com o poder público mais projetos nas áreas de educação, esportes e lazer. E, com essa articulação, vamos chegar a 2011 com a comunidade mudada. Eu tenho certeza disso”, afirmou Rosângela.

O Diretor Regional do UNICEF conversou com os adolescentes presentes ao encontro sobre suas percepções e expectativas em relação à Plataforma dos Centros Urbanos. Bernt Aasen quis saber o que já mudou na vida das crianças e dos adolescentes no último ano, depois do lançamento da Plataforma.

Para Artur Moreno (17 anos), do Cosmos, Bruna Gentil (16 anos), do Salgueiro, e Landerson Soares (17 anos), da Cidade de Deus, a Plataforma mobilizou os adolescentes das comunidades do Rio de Janeiro, estimulando a participação dos mais jovens. “Antes da Plataforma, os adolescentes não tinham voz na comunidade e agora nós somos ouvidos”, contou Artur.

Para Ana Caroline dos Santos (17 anos), de Tijuaçu, e Nayara Gonçalves (16 anos), do Borel, a Plataforma é como uma escola, onde se adquire conhecimentos que deverão ser repassados a outros jovens. “Nós aprendemos para ensinar outros adolescentes e outras crianças a tornar a nossa comunidade melhor”, disse Nayara. “Assim a gente faz uma coisa boa para o presente e para o futuro. E a próxima geração vai dar continuidade ao nosso trabalho”, completou Ana Caroline.

 

 
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