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Declaração de Anthony Lake, Diretor Executivo do UNICEF, pelo Dia Internacional dos Povos Indígenas

UNICEF/BRZ/João Ripper
© UNICEF/BRZ/João Ripper

Nova Iorque, 9 de agosto – O UNICEF soma-se, hoje, à celebração da diversidade, da rica cultura e das notáveis contribuições dos povos indígenas do mundo. A celebração deste ano acontece em um momento muito significativo, já que os dirigentes mundiais se preparam para participar no próximo mês, em Nova Iorque, da Cúpula Mundial sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Esses objetivos representam o reconhecimento mundial das necessidades básicas e dos direitos humanos de todas as pessoas, assim como da responsabilidade especial de apoiar aos mais vulneráveis, em especial os meninos e meninas do mundo.

Como fica absolutamente claro no recente informe Situação Mundial das Minorias e Povos Indígenas, publicado anualmente pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, apesar dos avanços alcançados até o momento, os povos indígenas seguem correndo o risco de ficar para trás no esforço mundial rumo à conquista dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O relatório demonstra que as populações indígenas sofrem intensas disparidades em praticamente todas esferas do desenvolvimento humano. Essas disparidades tornam-se particularmente preocupantes quando afetam as vidas das crianças e adolescentes.

Na América Latina, por exemplo, as taxas de mortalidade infantil são sabidamente mais altas entre as crianças indígenas do que as não indígenas. A expectativa de vida das crianças  aborígenes australianas é 20 anos menor do que das crianças australianas não aborígenes. Na Guatemala, mais de 53% dos adolescentes indígenas de 15 a 19 anos de idade não concluem o ensino fundamental, enquanto entre os adolescentes não indígenas, a taxa de conclusão desse ciclo escolar é de 32%. Na realidade, os meninos e meninas indígenas do mundo inteiro têm menor probabilidade de ir à escola e maior probabilidade de abandonar seus estudos do que as crianças não indígenas, sendo que que as meninas indígenas têm o risco ainda maior do que os meninos de serem excluídas da educação escolar. E tanto os meninos como as meninas indígenas costumam sofrer discriminação e exclusão durante toda sua vida, o que aumenta a situação de desigualdade e perpetua o ciclo de pobreza.

A melhor maneira de celebrar o Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo consiste em redobrar nossos esforços para garantir que todos meninos e meninas aproveitem em pé de igualdade a oportunidade de desenvolver plenamente seu potencial. Também devemos aproveitar a ocasião para incentivar que todas as sociedades do mundo aceitem e celebrem a diversidade. Essa é a única maneira para alcançarmos um avanço sustentável rumo à conquista dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e construir um futuro melhor para todos os povos do mundo.

Mais informações:
Patrick McCormick
Assessoria de Imprensa do UNICEF em Nova Iorque
Telefone: + 1 212 326-7426

 

 
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