Oficina de Troca de Saberes reúne agentes indígenas e profissionais de saúde na comunidade de Filadélfia, em Benjamin ConstantBenjamin Constant, 14 de julho – Quarenta Agentes Indígenas de Saúde, enfermeiros, representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas e das Secretarias Municipais de Saúde de Benjamin Constant e Tabatinga, Secretaria Municipal de Assistência Social de Borba, caciques de Filadélfia e de Bom Caminho, representantes da ONG Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela), da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) iniciaram na última segunda-feira (12 de julho) a Oficina de Troca de Saberes na Atenção Integral à Criança de até 6 anos e nos Direitos dos Povos Indígenas (Convenção 169 da OIT), na comunidade de Filadélfia, município de Benjamin Constant, Estado do Amazonas. A oficina de Troca de Saberes é uma atividade prevista pelo Programa Conjunto Segurança Alimentar e Nutricional de Mulheres e Crianças Indígenas no Alto Solimões (AM) e em Dourados (MS). Esse projeto foi elaborado pelas agências da ONU (UNICEF, OIT, OMS/Opas, Pnud e FAO), em parceira com o governo brasileiro – Funai, Funasa, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e Ministério da Saúde – e com recursos do governo espanhol. A execução do Programa no Alto Solimões conta ainda com o apoio da Funai (no Alto Solimões), Funasa (Alto Solimões), Secretaria de Estado para os Povos Indígenas, Secretarias Municipais de Saúde de Benjamin Constant, de Tabatinga e de São Paulo de Olivença, lideranças e organizações indígenas. Participam do encontro, que segue até esta sexta, dia 16 de julho, os Agentes Indígenas de Saúde e profissionais de saúde das comunidades de Bom Caminho, Filadélfia, São Luiz, Santo Antonio, Porto Cordeirinho, Novo Paraíso, Guanabara III, Lauro Sodré, São Raimundo III, Porto Espiritual, Mato Grosso, Bom Intento I e de São João de Veneza, além de representantes do Conselho Geral da Tribo Ticuna (CGTT), da Organização Geral das Mulheres Indígenas Ticuna do Alto Solimões (OGMITA) e da Associação dos Trabalhadores da Saúde Pública Indígena do Alto Solimões no Estado do Amazonas (AITRASP-AS). O Programa tem duração de três anos e está sendo desenvolvido no Alto Solimões com os índios Ticuna, maior etnia brasileira. Este ano, as Oficinas serão realizadas para Agentes Indígenas de Saúde e profissionais de saúde nas comunidades de Filadélfia e Feijoal (Benjamin Constant), Umariaçu I, Umariaçu II e Belém de Solimões (Tabatinga), Campo Alegre e Vendaval (São Paulo de Olivença). A programação em Filadélfia inclui discussões e resgate da cultura Ticuna, palestras sobre promoção do Desenvolvimento Infantil, sobre o kit Família Brasileira Fortalecida, a Convenção n°. 169 sobre os Povos Indígenas e Tribais em Países Independentes e Resolução Referente à Ação da OIT, ratificada pelo Brasil em 2002, entre outros assuntos relacionados à saúde, alimentação e nutrição dos povos indígenas. Na próxima semana, de 19 a 24 de julho, será a vez de os Agentes Indígenas de Saúde e profissionais de saúde da comunidade de Feijoal, em Benjamin Constant, participarem da Oficina Troca de Saberes. Mais informações:
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