Conferência global da Iniciativa das Nações Unidas pela Educação de Meninas concentra-se na prevenção do desperdício de 56 milhões de oportunidadesDakar, 17 de maio – Uma conferência destinada a encontrar novas maneiras de assegurar que cerca de 56 milhões de crianças – a maioria, meninas – não percam seu direito à educação inicia-se hoje no Senegal. A conferência "Produzindo Capacidades: Educação e Igualdade" sobre igualdade de gênero e educação está sendo organizada pela Iniciativa das Nações Unidas pela Educação de Meninas (UNGEI) e marca o décimo aniversário da parceria global UNGEI. Na última década, houve progressos na educação de meninas e muito mais meninas e meninos foram matriculados em escolas de todo o mundo. Disparidades de gênero foram ou estão sendo eliminadas na maioria das regiões, incluindo Europa Central e Oriental, Leste da Ásia e América Latina. Mas, apesar desse progresso, cerca de 56 milhões de crianças – mais da metade, meninas – poderão ainda estar fora da escola em 2015 se as tendências atuais continuarem. Muitos países não conseguiram alcançar em 2005 o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) estabelecido para esse ano, nem outras metas internacionais relacionadas a educação e paridade de gênero. Mais de dois terços das crianças que não frequentam a escola hoje vivem na África ao sul do Saara e no sul e oeste da Ásia. "Com as taxas atuais de progresso, 56 milhões de vidas sofrerão as consequências da falta de acesso à educação em 2015 e 56 milhões de oportunidades para promover o desenvolvimento econômico terão sido perdidas", disse Anthony Lake, Diretor Executivo do UNICEF. "Esta conferência tem como objetivo mapear um futuro melhor para as crianças que já são marginalizadas e vulneráveis e que poderão ficar cada vez mais para trás se não conseguirmos dar-lhes acesso à educação." A conferência reúne um time global de mais de 200 acadêmicos, representantes do governo, representantes da sociedade civil e outros parceiros do desenvolvimento para examinar como melhorar o acesso das crianças à sala de aula e, assim, a uma vida melhor. Pobreza, violência, saúde precária e mudança climática muitas vezes impedem meninas de ser matriculadas na escola. Má qualidade de ensino mantém-nas afastadas da escola. Vários estudos têm demonstrado que meninas educadas transformam-se em agentes de mudança para as suas famílias, economias e sociedades. Aproveitar o potencial das meninas, proporcionando-lhes uma educação de qualidade, é uma ferramenta altamente eficaz no combate à pobreza e a doenças e na melhoria da economia. O financiamento adicional de aproximadamente US$ 16 bilhões por ano é necessário para alcançar a educação primária universal e cumprir as metas de educação até 2015, segundo as últimas estimativas do Relatório de Monitoramento Global Educação para Todos. A incerteza sobre os compromissos existentes também está inibindo a elaboração de plano de educação em alguns países mais necessitados. Para alcançar em 2015 as metas de educação primária universal e de paridade de gênero na educação estipuladas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, é imprescindível passar à ação imediatamente. Além do Diretor Executivo do UNICEF e do primeiro-ministro do Senegal, falarão durante a conferência o Diretor de Educação do Banco Mundial e o Chefe de Indicadores e Análise de Dados de Educação do Instituto de Estatística da UNESCO. Também haverá um painel de especialistas sobre violência contra mulheres e meninas em contextos pós-conflitos. Para mais informações:
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