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Em painel do UNICEF, jovens indígenas falam por seus direitos

© UNICEF/NYHQ2009-0676/Markisz
Kâhu Pataxó (à direita), 19 anos, da aldeia Pataxó de Coroa Vermelha, fala no painel do UNICEF. Seu primo Urapinã Pataxó, 15 anos, está a seu lado.

Por Chris Niles

Nova Iorque, 23 de abril – Dois jovens brasileiros viajaram de sua aldeia no sul da Bahia até a sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, para fazer um apelo apaixonado pelos direitos dos povos indígenas.

Urapinã Pataxó, 15 anos, e Kâhu Pataxó, 19, vivem na aldeia Pataxó de Coroa Vermelha, localizada em Santa Cruz Cabrália. A aldeia sofre com sua proximidade a destinos turísticos populares. Existem poucas maneiras de as famílias da aldeia ganharem a vida sem ser por meio da venda de artesanato. Os jovens lá correm o risco de se envolver com drogas e trabalho infantil e sofrer violência sexual e discriminação.

As crianças são alvos
"É muito importante proteger as crianças que são alvo de predadores", disse Urapinã. "Elas são como carne no mercado. Isso me entristece, porque, no passado, nós tínhamos a nossa terra para nós mesmos."

Urapinã e Kâhu falaram ontem em um painel de discussão realizado na sede do UNICEF, em Nova Iorque. Eles vieram para o painel com os pés descalços, vestidos com trajes tradicionais, com cocares de penas coloridas.

"Meu povo foi privado de muitos direitos que os seres humanos têm – educação em saúde, lazer. Eles têm direito a um meio de vida digno", disse Kâhu.

O respeito pela diversidade cultural
Indígenas vieram de todos os cantos do mundo até Nova Iorque esta semana para participar na IX Sessão do Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas. Urapinã está discursando no fórum hoje; é a primeira vez que o UNICEF destinou um de seus tempos de fala no fórum de questões indígenas para um adolescente.

© UNICEF/NYHQ2009-0678/Markisz
Jessica Yee, 24 anos, uma índia Mohawk do Canadá, participa da discussão patrocinada pelo UNICEF sobre o fortalecimento dos direitos humanos de crianças e jovens indígenas por meio da participação ativa e significativa deles.

Em seu próprio painel de ontem – que foi pensado especificamente para explorar as questões que afetam as crianças e os adolescentes –, o UNICEF reuniu um grupo que incluía Jessica Yee, membro do Indigenous Youth Caucus, e Ricardo Gomez Agnoli, Diretor da Plan International na Guatemala.

"Queremos garantir que a diversidade cultural e os direitos à expressão cultural estejam totalmente integrados no nosso mundo. É um desafio”, disse a diretora-adjunta do UNICEF para Políticas e Desempenho, Elizabeth Gibbons. Ela acrescentou que o envolvimento do UNICEF no passado era fragmentado – e que o 20º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, em 2009, trouxe à tona a urgência dessas questões.

"Temos de fazer melhor"
No ano passado, o UNICEF organizou uma reunião sobre as questões dos povos indígenas e das minorias com seus funcionários em todo o mundo e com representantes de outras agências da ONU. O encontro levou a uma proposta de roteiro e ação que vai ajudar a melhorar a participação do UNICEF nas questões indígenas. A agência também está trabalhando em versões adaptadas para crianças e adolescentes da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

"Nós podemos fazer melhor e temos de fazer melhor", disse Gibbons.

Em resposta às necessidades da sua região, Urapinã e Kâhu formaram o Grupo de Adolescentes Pataxó Promotores de Cidadania e a Comissão de Juventude da Aldeia de Coroa Vermelha, que trabalham com o UNICEF para promover os direitos das crianças e dos jovens indígenas. Os membros desses grupos pesquisaram sua cultura e suas tradições, incentivaram a discussão sobre direitos, encenaram peças e produziram folhetos para distribuição em escolas da aldeia. Apesar dos enormes desafios, eles continuam acreditando que suas vozes estão sendo ouvidas.

"Estamos aqui para mudar o futuro – o futuro do nosso povo", disse Kâhu.

 

 

 

 

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22 de abril de 2010: Urapinã Pataxó, 15 anos, descreve as condições em sua aldeia, que o levou a se tornar um ativista pelos direitos de crianças e jovens indígenas.

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22 de abril de 2010: Kâhu Pataxó, 19 anos, observa por que preservar a cultura é tão importante para as crianças e adolescentes indígenas.

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