UNICEF e World Photography Organisation (WPO) premiam jovens fotógrafos
A brasileira Giuliane Bertaglia Correia e outros cinco adolescentes terão a oportunidade de participar de cursos de formação de fotógrafos Cannes, 22 de abril – O UNICEF e o World Photography Organisation (WPO) premiaram hoje em Cannes, França, seis jovens fotógrafos com Prêmio Sony de Fotografia. Entre os ganhadores, está a brasileira Giuliane Bertaglia Correia, de 15 anos. Cada um dos jovens inscreveu uma fotografia relacionada ao 20º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança e terá a oportunidade de participar de dois cursos de formação de fotógrafos: um deles será realizado durante o Festival Mundial de Fotografia, em Cannes, e outro será organizado na Etiópia pelo UNICEF e EYESEE, um projeto voltado para a capacitação de crianças em relação às técnicas de fotografia. Junto com a fotografia da brasileira Giuliane, foram selecionados os trabalhos de Rachita Castelino (15 anos, Nova Zelândia); Ioana Velescu (17, Romênia); Chyi-Shu Dean (16, Estados Unidos), Imane Tirich (18, Marrocos) e Mariya Maximenko (16, Israel). A iniciativa foi lançada no dia 20 de novembro do ano passado, data em que foi celebrado o 20 º aniversário da Convenção. Embaixadores do UNICEF, como David Beckham e Ewan McGregor, e fotógrafos renomados, como Reza, Jonathan Torgovnik, Mary Ellen Mark, Allen Carol Storey e Davidson Bruce, participaram da ação, produzindo trabalhos sobre o tema dos direitos das crianças. A brasileira Giuliane venceu o concurso com uma foto de uma criança observando a cidade pela janela. Segundo ela, a imagem representa o direito de cada criança à sobrevivência e ao desenvolvimento. “Na minha foto, eu abordei dois conceitos diferentes: sobreviver e viver. Uma criança que sobrevive não vive, necessariamente. Viver remete-nos ao amor, à felicidade, ao sucesso, enquanto sobreviver significa apenas existir” Giuliane vive com os pais em Araçatuba, interior de São Paulo, e está cursando o 2º ano do ensino médio. Pretende estudar Direito e ser diplomata “para discutir as relações diplomáticas, intermediar acordos que visem à promoção da igualdade social e à garantia dos direitos humanos”. Mas pretende também continuar se dedicando à fotografia para “se aproximar da realidade, interpretando os olhares fotográficos, e, a partir dos mesmos, buscar soluções para os problemas existentes”. Mais informações: UNICEF Tamar Hahn, Escritório Regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe Estela Caparelli, UNICEF no Brasil
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