Após o terremoto de janeiro, ação humanitária no Haiti evita uma crise pior para as crianças, mas ainda há muito a ser feitoPorto Príncipe, 13 de abril – Três meses após o devastador terremoto que abalou o Haiti e deixou sua marca em mais de um milhão de crianças, o UNICEF relata hoje que a resposta humanitária sem precedentes evitou uma crise ainda pior para as crianças – mas alerta que ainda há muito a ser feito, principalmente com a aproximação da estação de chuvas no país. No seu resumo de atividades após o terremoto de 12 de janeiro – Crianças do Haiti: Três meses depois do terremoto –, o UNICEF assinala que, apesar da destruição maciça e da interrupção dos serviços essenciais,:
No entanto, o relatório também destaca os principais desafios, como as condições de saneamento, os riscos de violência contra mulheres e meninas que vivem em campos de desabrigados e a questão mais geral da reduzida capacidade do governo e da sociedade civil. Muitos ministérios e departamentos governamentais perderam prédios, pessoas e dados essenciais. O UNICEF identifica como prioridades a concessão urgente de abrigos melhorados para as famílias desalojadas, o aumento da oferta de serviços básicos e o reforço na proteção de mulheres e crianças. O UNICEF já está trabalhando com outras organizações para apoiar a transferência segura de famílias que vivem em acampamentos mais vulneráveis para novos locais, antes do início da temporada de chuvas. O relatório também pede o apoio para a "agenda de transformação" para as crianças do Haiti, que coloca meninas e meninos no centro dos esforços de recuperação e reconstrução. Em particular, o UNICEF seleciona, como prioridades fundamentais para o desenvolvimento futuro do país, o combate à tendência de desnutrição crônica, a criação de um ambiente protetor para meninas e meninos e a garantia da educação para cada criança, entre outros. Essas prioridades, diz o relatório, destacam-se tanto como urgentes em curto prazo quanto como essenciais para a realização progressiva e integral dos direitos das crianças. Leia a íntegra do relatório (disponível somente em inglês). Para mais informações: Patrick McCormick
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