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Semana Mundial da Água: reconstruindo instalações sanitárias no Haiti

© UNICEF/NYHQ2010-0183/Shehzad Noorani
Sofia lava as mãos de sua filha com água e sabão em um tenda do bebê instalada, com o apoio do UNICEF, no acampamento de Champ de Mars, em Porto Príncipe, capital do Haiti.

Por Diana Valcárcel, coordenadora de projetos de comunicação do Comitê Espanhol para o UNICEF

Porto Príncipe, 24 de março – Não sobrou nenhum encanamento sob Porto Príncipe. Tudo foi destruído em 12 de janeiro. O terremoto também danificou a maior parte dos reservatórios de água e banheiros. Mesmo antes, a cobertura dos serviços de saneamento no Haiti era de apenas 17% e o acesso à água potável estava disponível somente para 63% da população. Água potável canalizada só era acessível a uma pequena parte dos habitantes de Porto Príncipe; a maioria bebia água engarrafada.

Apesar dos reservatórios emergenciais de água que foram criados nos assentamentos, a falta de instalações sanitárias é uma questão crítica. O lençol freático superficial e a falta de espaço para instalar latrinas dificultam o fornecimento de saneamento adequado.

Preparando-se para a estação das chuvas
A estação das chuvas representa nova ameaça, e a situação do país corre o risco de piorar. O UNICEF, liderando o grupo de emergência de água, saneamento e higiene (WASH, do nome em inglês), está trabalhando juntamente com outras 50 organizações para reduzir essa ameaça.

Marc Henderson, chefe da equipe WASH do UNICEF no Haiti, explica como o UNICEF está ajudando nas preparações para a temporada das chuvas: "Primeiro estamos requisitando suprimentos de água e saneamento adicionais, que serão armazenados e preparados para distribuição imediata. Também estamos trabalhando com outras agências da ONU para a instalação de campos semipermanentes, que estarão mais bem localizados e longe da cidade congestionada. Esses campos serão metodicamente criados com água e instalações sanitárias, barracas, estradas e eletricidade".

© UNICEF/Haiti/Valcárcel
Josselyne é um dos 50 faxineiros que fazem a manutenção dos 400 banheiros portáteis instalados pela Action Contre la Faim, com o apoio do UNICEF, no acampamento de Champ de Mars, na capital haitiana, devastada pelo terremoto de 12 de janeiro.

Manutenção de instalações sanitárias nos acampamento
A primeira parada, às 7h45, para um caminhão de lixo é o Champ de Mars, um acampamento que aloja 20 mil pessoas, a poucos metros do Palácio Presidencial, que agora se parece com um bolo de casamento esmagado.

Os serviços de saneamento básico nesse campo são administrados pela Action Contre la Faim (ACF), com apoio do UNICEF. Dois dias depois do terremoto, o sistema de água e saneamento no Champ de Mars foi inaugurado. A resposta foi ágil porque o UNICEF e a ACF já trabalhavam no Haiti antes do terremoto. Até agora, a ACF instalou 400 banheiros portáteis no Champ de Mars.

Josselyne é um dos 50 faxineiros que fazem a manutenção dos banheiros no acampamento Champs de Mars. Antes do terremoto, era uma comerciante. Ela conseguiu o emprego atual da comunidade do acampamento. "Eu não gosto muito deste trabalho", diz ela. "Mas meu marido morreu no terremoto. Como então eu posso alimentar meus cinco filhos?"

O Parc Jean Marie Vincent é outro acampamento semelhante que hospeda mais de 25 mil pessoas. Sentada diante de sua barraca, uma mulher alimenta sua filha de quatro anos. Ela diz: "olha, há água por toda parte. Sei que as pessoas estão tentando nos ajudar, mas é tão difícil. Existem tantas pessoas neste acampamento. Milhares de pessoas usam as poucas latrinas que temos. Mulheres lavam roupas, louças. É tão sujo e cheio de mosquitos. Tenho medo por meus filhos".

Explorando alternativas ecoamigáveis para a gestão de resíduos
Um caminhão de lixo chega diariamente para apanhar os dejetos das latrinas. O lixo será levado para Trutier, o único depósito de lixo em Porto Príncipe. Esse é um dos três caminhões que o UNICEF alugou; outros 20, já comprados, estão a caminho. O lixão tem quatro áreas diferentes: lixo, entulho, excrementos e resíduos biomédicos.

Desde o terremoto, a área de excrementos do aterro sanitário não é grande o suficiente, porque todos as latrinas são esvaziadas ali. Carl Henry Vielot, um engenheiro-chefe do aterro, diz que alguns caminhões jogam o lixo ilegalmente em rios e canais. O UNICEF, juntamente com a Dinepa (a agência haitiana de água e saneamento) e a MSB (Swedish Civil Contingency Agency, um parceiro sueco), está procurando outra área para aterro sanitário na periferia de Porto Príncipe. Mas não é fácil: há uma falta de terra/espaço devido a todos os novos campos de desabrigados que estão surgindo em torno da cidade.

O terremoto deixou uma grande quantidade de desempregados. Desde então, o número de catadores procurando uma maneira de sobreviver aumentou de 200 para 2.000 em Trutier. "Eu cato latas. Hoje eu não encontrei nenhuma. Há muitas pessoas tentando consegui-las. Se eu recolher um saco cheio, eu vou conseguir 12 goudes (cerca de 20 centavos de dólar)", diz Geff, 16 anos, um entre um grupo de adolescentes catadores no lixão.

Como ajudar
O UNICEF no Brasil está recebendo doações para as vítimas do terremoto no Haiti. As doações podem ser feitas em favor do Fundo das Nações Unidas para a Infância, no Banco do Brasil; agência 3382-0; conta-corrente nº 404700-1. O CNPJ do UNICEF é 03744126/0001-69.

Essa arrecadação do UNICEF no Brasil está sendo feita em articulação com as outras agências do Sistema ONU e tem como foco prestar socorro às crianças e aos adolescentes vítimas do terremoto.

O UNICEF no Brasil também está recebendo doações para o Haiti por meio de seu site seguro: doe agora!

Mais informações sobre as doações podem ser obtidas pelo telefone 0800 601 8407.


Texto traduzido do site do Comitê dos Estados Unidos para o UNICEF.

 

 

 

 

Doações para o Haiti

O escritório do UNICEF no Brasil encerrou, no último dia 1° de abril, sua campanha de arrecadação de recursos para o Haiti.

Caso queira ajudar a garantir os direitos das crianças e adolescentes brasileiros, saiba como contribuir com nossos programas.
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