Tecnologia ajudando crianças em emergências
Por Anna Azaryeva Nova Iorque, 17 de março – O terremoto que abalou o Chile em 27 de fevereiro matou centenas de pessoas e causou prejuízos a casas, hospitais, escolas, estradas e outras infraestruturas. O início do ano escolar foi suspenso por uma semana, enquanto os esforços de resgate e de recuperação estão em andamento. Enquanto isso, as operações de ajuda intensiva continuam no Haiti, que foi atingido por um terremoto catastrófico em 12 de janeiro. O terremoto danificou ou destruiu milhares de escolas, afetando centenas de milhares de crianças em todo o país. Enquanto a comunidade internacional está trabalhando incansavelmente para aliviar o sofrimento de ambos os países, alguns sobreviventes do terremoto no Haiti e no Chile aproveitam o poder da tecnologia para buscar assistência para si e para suas comunidades. Amy Costello, moderadora das transmissões de Podcast do UNICEF, falou sobre o uso da tecnologia para o mapeamento de crises em áreas de desastres com Patrick Meier, diretor de Mapeamento de Crises e Parcerias Estratégicas na Ushahidi e co-diretor do Programa de Mapeamento de Crises e Alerta Antecipado da Iniciativa Humanitária de Harvard, e com Sree Sreenivasan, professor de jornalismo na Universidade de Columbia e repórter de tecnologia do DNAinfo.com. Tecnologia ajuda no socorro
A ferramenta de mapeamento on-line 'Ushahidi', desenvolvida pela primeira vez no Quênia, permitiu aos haitianos, e agora aos chilenos, usar telefones celulares, e-mail ou até mesmo o Twitter para se comunicar com as equipes de ajuda humanitária que tentavam alcançá-los após o terremoto. "O que temos feito com a plataforma Ushahidi no Haiti é proporcionar uma abrangente imagem atualizada sobre a situação no país, começando a fazê-lo apenas algumas horas após o terremoto em si", explicou Patrick Meier. Duas horas após o terremoto, Ushahidi começou a receber e-mails, mensagens de texto e tweets sobre os danos causados e as pessoas presas. Foi então possível mapear essas informações em uma plataforma interativa. Essa tecnologia também pode provar ser de grande utilidade para estudantes em áreas de desastre. No Haiti, o site foi utilizado para avisar sobre uma pessoa desaparecida que estava enterrada sob os escombros de uma universidade. Em caso de catástrofes futuras, crianças e professores em risco poderão ser mais facilmente encontrados e assistidos por equipes de ajuda humanitária com o auxílio dessa nova tecnologia, que é mais comumente conhecida como mapeamento de crises. Uma voz na reconstrução do país "Eu penso que nós veremos agora, na fase pós-desastre, mais e mais foco em coisas como educação", disse Meier, "especialmente na fase de desenvolvimento, quando as novas escolas são construídas." As pessoas no Haiti serão capazes de usar a plataforma para expressar suas opiniões sobre se as escolas estão sendo construídas de acordo com as necessidades de suas cidades e comunidades. Sreenivasan acha que as mídias e tecnologias sociais terão um papel importante não só na captação de recursos e compartilhamento de informação, mas também para ajudar a manter a responsabilidade dos governos durante o processo de reconstrução.
Doações para o Haiti
O escritório do UNICEF no Brasil encerrou, no último dia 1° de abril, sua campanha de arrecadação de recursos para o Haiti.
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