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Protegendo mães que vivem com HIV e suas crianças depois do terremoto no Haiti

© UNICEF Haiti/2010/Valcarcel
Jeanne (nome fictício) é HIV positivo e está grávida de seis meses. Ela mora em uma instalação temporária em Porto Príncipe, Haiti. O UNICEF está trabalhando para assegurar que os haitianos que vivem com HIV/aids sigam recebendo tratamento médico.

Por Diana Valcarcel

Porto Príncipe, 2 de março – Jeanne (nome fictício) sentou em um colchão em sua barraca em uma instalação temporária para pessoas desabrigadas que surgiu em Porto Príncipe, a capital do Haiti. Conforme o sol da tarde queimava através do plástico da barraca, ela contou sua história.

VÍDEO: Assista agora (em inglês)

Jeanne tem 28 anos, é HIV positivo e está grávida de seis meses. Em 12 de janeiro, o dia que um grande terremoto aconteceu no Haiti, ela estava andando de volta do supermercado para casa. Sua primeira preocupação foi seu filho, e ela quebrou o dedo protegendo-se de uma parede que estava caindo. Jeanne perdeu quase tudo no terremoto: seu pai, seu parceiro e seu sustento. Mas ela não perdeu seu bebê.
 
“Você já pensou em um nome?”, eu perguntei a ela.

“Não, eu não consigo pensar. Eu não estou com capacidade de pensar depois do terremoto. Estou perturbada, confusa”, ela disse.

Outra perigosa perda
Crucialmente, Jeanne também perdeu seu tratamento antirretroviral (ARV) quando sua casa foi destruída. Felizmente, alguns dias depois, ela conseguiu receber o medicamento em uma clínica. O tratamento é prescrito para prevenir a transmissão vertical do HIV. A interrupção do medicamento tem sido uma preocupação de muitas mulheres grávidas vivendo com o HIV no Haiti depois do terremoto. Jeanne descobriu que era HIV positivo em junho de 2006. Ela descobriu sobre o tratamento antirretroviral por meio do SEROvie, uma organização não governamental apoiada pelo UNICEF, e passou a receber o tratamento em uma clínica privada, onde a confidencialidade do seu status sorológico foi assegurada.

© UNICEF Haiti/2010/Valcarcel
Jeanne (nome fictício) senta com a especialista em HIV/aids do UNICEF Mimi Tribie em uma barraca para os desabrigados sobreviventes do terremoto de 12 de janeiro, em Porto Príncipe, no Haiti.

Como agora perdeu o emprego, Jeanne não pode mais garantir o tratamento. Ela teme que, ao ir ao Hospital Geral de Porto Príncipe para realizar o tratamento, seu status de soropositiva seja exposto publicamente.

De acordo com o Ministério da Saúde do Haiti, existem 120 mil pessoas vivendo com HIV no país. Mais de 63 mil são mulheres, 7 mil estão grávidas e 8.500 são crianças. A incidência de HIV entre adolescentes é altamente alarmante – particularmente entre as jovens meninas, que estão sendo infectadas duas vezes mais do que os meninos.

Prevenindo a transmissão de HIV
Desde 2006, o UNICEF, por meio de ONGs parceiras na área de saúde, tem apoiado o programa de prevenção da transmissão do HIV de mãe para filho – a chamada transmissão vertical – no planalto central do Haiti, onde 2 mil mulheres têm sido tratadas. A agência também apoia uma lista de serviços, desde o diagnóstico de crianças até serviços pediátricos e serviços com adolescentes que vivem com HIV/aids, no Centro Gheskio, o maior ambulatório de HIV/aids de Porto Príncipe.

O UNICEF está trabalhando para assegurar que as pessoas que vivem com HIV/aids no Haiti recebam cuidados médicos, e que aqueles que estão em terapia ARV não descontinuem seu tratamento. O UNICEF continuará a apoiar o Ministério da Saúde a expandir os serviços de prevenção da transmissão vertical, com foco nas áreas rurais. E permanecerá envolvido nas atividades destinadas aos adolescentes, em parcerias com ONGs locais.

Depois de contar sua história, Jeanne saiu do calor de sua barraca. Em maio, ela dará à luz o novo membro da família. Para seu bem e de sua criança, ela espera continuar recebendo o tratamento de que eles tanto precisam.

 

 

 

 

Doações para o Haiti

O escritório do UNICEF no Brasil encerrou, no último dia 1° de abril, sua campanha de arrecadação de recursos para o Haiti.

Caso queira ajudar a garantir os direitos das crianças e adolescentes brasileiros, saiba como contribuir com nossos programas.
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