Um comprometimento em longo prazo com as crianças afetadas pelo terremoto no Haiti
Por Roshan Khadivi, Assessora de Comunicação do UNICEF Porto Príncipe, 25 de fevereiro – Eu cheguei neste país como parte da equipe de emergência, depois do terremoto, e hoje é o último dia das minhas atribuições aqui. Os últimos 30 dias – trabalhando em altas temperaturas, desde o amanhecer até tarde da noite, nos escritórios-tenda provisórios do UNICEF próximos ao Aeroporto Internacional de Toussaint Louverture – foram inacreditavelmente intensos. Os escritórios e depósitos permanentes do UNICEF no Haiti foram muito danificados pelo terremoto de 12 de janeiro, então, a equipe está realizando seus grandes esforços de ajuda a partir de locais temporários. Eu já estive em muitas emergências pelo mundo, mas o Haiti foi uma experiência única. Um passeio por cada canto da capital, Porto Príncipe, conta a história da destruição maciça que ocorreu no país. “Mais determinado do que qualquer um possa imaginar” O Parque Champs de Mars, na capital, já foi um lugar maravilhoso, principalmente quando o Haiti comemorava seu carnaval anual, a cada mês de fevereiro. Como muitos outros lugares em Porto Príncipe, essa área é agora um refúgio para famílias desabrigadas. Eu vi crianças brincando no parque, rindo e observando curiosamente um funcionário do UNICEF monitorando uma “tenda do bebê”. Em apoio ao governo do Haiti, o UNICEF e seus parceiros estão ajudando mães lactantes e recém-nascidos nesses espaços improvisados por tendas suspensas, que garantem privacidade e um ambiente seguro para a amamentação. Outras atividades de ajuda no parque incluem abastecimento de água limpa; vacinação de crianças contra sarampo, rubéola, tétano, difteria e coqueluche; construção de latrinas; e registro de crianças desacompanhadas que perderam contato com suas famílias. Período ameaçador de furacões Essa é uma grande tarefa, uma vez que o número de campos continua crescendo na capital e nas cidades afetadas de Jacmel e Leogane. O fato de que muitas partes do país não tinham sistema de tratamento de esgoto adequado – mesmo antes do terremoto – oferece desafios adicionais. Eu admiro meus colegas do UNICEF aqui. Muitos estavam no país durante a catástrofe natural devastadora e perderam membros de suas famílias, casas e pertences, mas eles ainda estão se apresentando todos os dias para ajudar a fazer a diferença na vida das crianças haitianas.
Em minha última semana no Haiti, conheci Yolande, de 9 anos, na tenda-escola de Mount Jacquot, nas cercanias de Porto Príncipe. A comunidade é acessível apenas por uma estrada íngreme. Apesar da dificuldade de helicópteros pousarem lá, o UNICEF entregou tendas para a construção de uma escola e uma clínica, bem como kits escolares, remédios e equipamentos médicos básicos. A escola traz esperança O professor de Yolande, Onickel Paul, me disse que a abertura da tenda-escola tem ajudado a trazer às crianças e aos pais esperança de que as coisas vão melhorar no Haiti. Apesar de apenas poucas escolas estarem abertas na capital do Haiti e em áreas afastadas, todos estão trabalhando para ajudar o Ministério da Educação em seus esforços para o retorno às aulas em 31 de março. Para alcançar esse objetivo, tendas serão montadas para uso imediato como salas de aula, e professores serão identificados e capacitados. Um programa intensivo de aprendizagem também será colocado em prática para garantir que alunos abandonem os estudos. Recentemente, um jornalista me perguntou como o Haiti lidará com as colossais mudanças à frente. Eu respondi que tais mudanças são a razão de o UNICEF e seus parceiros estarem no local, e, ainda que o Haiti possa aparecer e desaparecer dos noticiários, nós temos um compromisso de longo prazo aqui.
Doações para o Haiti
O escritório do UNICEF no Brasil encerrou, no último dia 1° de abril, sua campanha de arrecadação de recursos para o Haiti.
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