UNICEF e parceiros iniciam campanha de vacinação na zona do terremoto no Haiti
Por Guy Hubbard, Assessor de Comunicação do UNICEF Porto Príncipe, 3 de fevereiro – Magalie faz careta quando a agulha perfura sua pele, e seu filho de 4 anos de idade grita quando sente a agulhada. Apesar da dor, essa agulha tem o potencial de salvar a vida de ambos – e, neste momento, essas vidas são precárias.VÍDEO: Assista agora (em inglês) Magalie e sua família vivem em um acampamento improvisado na capital do Haiti. Junto com centenas de milhares de outros haitianos, eles estão sendo vacinados contra sarampo, rubéola, difteria, tétano e coqueluche em uma campanha maciça de vacinação, que teve início esta semana. "Eu quero que eles sobrevivam" "Eu estava cozinhando no telhado quando o terremoto aconteceu", recorda Magalie. "Eu cobri meus dois filhos menores com o meu corpo, mas os meus outros dois filhos estavam na casa e eu não pude salvá-los. Eu só fui resgatada dos escombros às três horas da manhã." "Eu vim aqui para vacinar meus últimos dois filhos", ela explica, "porque eu não quero que eles fiquem doentes. Eu quero que eles sobrevivam". Risco de doenças nos acampamentos As condições nos acampamentos são propícias para a propagação da doença. E ainda que a campanha esteja voltada principalmente para proteger a saúde das crianças pequenas, uma certa quantidade de vacinas também está disponível para crianças mais velhas e adultos. Patrick Dely, um estudante haitiano de Medicina, que estava estudando em Cuba, retornou ao Haiti com uma equipe de médicos cubanos para ajudar na campanha. "Estas vacinas são importantes", diz ele, "porque, depois de um desastre como este do Haiti, a população está exposta ao risco de doenças".
Luta pela sobrevivência "Muitas pessoas estão chegando ao estádio de futebol, e isto está ficando muito congestionado", observou o Conselheiro Sênior de Saúde de Emergência do UNICEF, Dr. Robin Nandy. Dr. Nandy disse que as famílias desabrigadas dos acampamentos ao redor do estádio estão sendo incentivadas a trazer seus filhos para a vacinação. "Claro, temos como alvo os assentamentos, mas não vamos recusar as vacinas para qualquer pessoa que chegue ao posto de vacinação", acrescentou. Após sua fase inicial, a campanha vai passar para outros locais, em seguida, será estendida para outras áreas afetadas pelo terremoto no país. Para Magalie e seus filhos, e muitas famílias como a deles, que perderam tudo, a luta pela sobrevivência ainda não terminou. Mas, com o empenho e a dedicação da comunidade internacional – incluindo o UNICEF e seus parceiros –, suas chances de sobreviver ao longo da emergência e reconstruir sua vida estão melhorando. Sobre o UNICEF
Doações para o Haiti
O escritório do UNICEF no Brasil encerrou, no último dia 1° de abril, sua campanha de arrecadação de recursos para o Haiti.
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