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Retorno do Haiti: Funcionária do UNICEF reflete sobre as emergências das crianças

© UNICEF/NYHQ2010-0031/LeMoyne
A especialista em Comunicação do Escritório Regional do UNICEF Tamar Hahn. Aqui Tamar ouve histórias de pessoas que temporariamente estão acampadas no terreno da residência do Primeiro-Ministro, em Porto Príncipe.

Por Tamar Hahn

“Como explicar a terrível realidade de Porto Príncipe para uma criança de 5 anos de idade?”

A Especialista em Comunicação do Escritório Regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe Tamar Hahn viajou para a República Dominica e o Haiti nos primeiros dias logo após o terremoto de 12 de janeiro.

Cidade do Panamá, 28 de janeiro – Após uma semana em Porto Príncipe, nos primeiros dias após o terremoto, era hora de voltar para casa. Entrar na cidade foi uma situação aflitiva, sair foi tão estressante quanto. Centenas de haitianos ocupavam o saguão do aeroporto, empurrando e adulando os fuzileiros navais americanos que se encontravam nos portões, desesperados para embarcar em um dos vôos que partiam em direção à Europa e América do Norte.

Mas a dificuldade de sair não foi apenas uma questão de logística. Era mais o fato de deixar o resto da equipe do UNICEF trabalhando no campo para trás - era perceber o quanto é necessário para tirar o Haiti dos escombros e garantir um futuro seguro para as crianças como àquelas com quem conversei em hospitais e acampamentos improvisados.

No dia em que voltei para o Panamá, enfrentei minha entrevista mais difícil. Não foi para um jornalista, mas sim para meu próprio filho de 5 anos de idade, Jacob. "Eu vi você na TV”, disse ele. "Que lugar era aquele de onde você estava falando? Quem eram essas crianças das quais você estava falando?"

© Álbum de família
Tamar Hahn e seu filho de 5 anos de idade, Jacob, em sua casa na Cidade do Panamá, Panamá.

Explicando uma tragédia
E assim tive de falar sobre os hospitais de campanha e as crianças que lá vi: Sean, Medoshe, Baby Girl e Sandie.

Jacob queria ver fotos delas (e do helicóptero também, é claro). Queria saber por que as crianças estavam no hospital, onde estavam seus pais e o que acontecerá no futuro.

Como explicar a realidade horrível de Porto Príncipe para uma criança de 5 anos? Como se fala sobre casas e escolas desabando e tantas pessoas feridas e mortas de um jeito que possa ser remotamente digerida por uma criança? Como contar-lhe sobre o cheiro de corpos apodrecendo, lixo empilhado, as feridas infectadas e membros amputados, as centenas de pessoas dormindo nas ruas e nos parques?

Encontrando as palavras
Foi difícil encontrar as palavras certas para traduzir o que eu tinha visto em uma linguagem que ele pudesse compreender e que não lhe trariam pesadelos. Também foi difícil conciliar a realidade de crianças no Haiti com a do meu próprio filho. Seu mundo protegido cheio de calor, atenção, amigos e brinquedos parecia surreal comparado ao que eu tinha recém visto.

Ou talvez tenha sido o contrário e é a realidade das crianças no Haiti que está fora de sincronia com a nossa visão do que se supõe que seja a infância.

"Podemos ir visitar essas crianças?" perguntou meu filho depois de mostrar-lhe as fotos. Eu lhe disse que não tinha certeza de que ele seria capaz de ir tão cedo. Ele ficou quieto por alguns segundos e então disse que se ele não podia ir ele queria que eu voltasse e levasse alguns de seus brinquedos para as crianças que conheci no Haiti. Eu disse que poderia fazer isso.

Eu não poderia ajudar mas, acreditar que aqueles brinquedos seriam um complemento perfeito para a ajuda humanitária que está sendo fornecida e para os mecanismos de proteção que estamos ajudando a criar. Jacob estava enviando alguma coisa para ajudar as crianças do Haiti a recuperar a sua infância.

 

 

 

 

Doações para o Haiti

O escritório do UNICEF no Brasil encerrou, no último dia 1° de abril, sua campanha de arrecadação de recursos para o Haiti.

Caso queira ajudar a garantir os direitos das crianças e adolescentes brasileiros, saiba como contribuir com nossos programas.
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