UNICEF e voluntários haitianos trabalhando juntos para proteger as crianças em risco
Porto Príncipe, 25 de janeiro – Representantes da ONU e líderes de 15 países estão realizando uma reunião hoje em Montreal, Canadá, para discutir a reconstrução a longo prazo do Haiti, assolado pelo terremoto, com o objetivo de reconstruir melhor do que era antes. Ao mesmo tempo, o UNICEF e seus parceiros no local da tragédia chegam às crianças com ajuda e proteção. Até a data, um total de oito voos de suprimentos chegaram ao Haiti e à vizinha República Dominicana, trazendo ajuda essencial para os sobreviventes do terremoto. Todavia, tanto a ajuda emergencial como a recuperação em longo prazo são desafiadores no contexto do ‘duplo desastre do Haiti’ – devido à extrema pobreza e outras barreiras de desenvolvimento que o Haiti já estava enfrentando e agora pioraram significativamente. Ainda assim, as crianças são a prioridade número um na área do terremoto. Elas precisam ser encontradas, alimentadas, mantidas vivas e seguras. Água, nutrição e proteção Juntamente com a Organização Mundial da Saúde, o UNICEF também dedica-se às necessidades de nutrição infantil, com foco especial na alimentação correta para bebês e crianças. E o UNICEF está alcançando resultados em manter as crianças haitianas salvas do abuso e da exploração – uma área que está recebendo crescente atenção por cerca de duas semanas após o golpe do terremoto. Uma grande parte desse esforço é direcionada à criação de espaços seguros e amigáveis para crianças que perderam suas famílias ou foram separadas delas. Cidadãos voluntários Um desses grupos no Haiti, o Bureau of Citizen Volunteers (Escritório de Cidadão Voluntários), conhecido no acrônimo francês como BIC, surgiu após o terremoto para apoiar residentes do bairro de Pétionville. O BIC atua a partir de uma ampla casa localizada a alguns passos de Place Boyer – um dos muitos parques públicos do bairro – e é dirigido por um casal haitiano. O casal e sua filha recrutaram seus vizinhos para atender os sobreviventes do terremoto que foram forçados a residir em Place Boyer e outros parques e praças locais.
Estabelecendo confiança Os especialistas de proteção à criança do UNICEF estão trabalhando com o BIC para calcular exatamente o número de crianças e famílias que estão vivendo nos parques e precisando de ajuda. “Mais famílias e crianças estão chegando a cada dia.” disse a funcionária voluntária da área Maria Garmendia. “Existe uma larga extensão de questões afetando as crianças nesta catástrofe, e nossa habilidade de trabalhar junto com o BIC ajuda a estabelecer confiança e nos ajuda a ser mais eficazes.” Espaços seguros para crianças Espaços seguros permitem que o UNICEF e seus parceiros cuidem das crianças que não têm mais para onde ir. Eles também podem servir como centros onde comida, água e remédios estão disponíveis – juntamente com escolas temporárias e áreas de recreação para ajudar a aliviar o forte estresse que as crianças experimentaram durante e após a emergência. Uma vez que aproximadamente metade de todos os hatianos tem menos de 18 anos, a necessidade desse tipo de proteção é crucial. O UNICEF está atualmente ajudando três centros com capacidade de atender 900 crianças desacompanhadas com serviços de rastreamento e reencontro de famílias, nutrição, apoio psicossocial e assistência médica. Enquanto isso, 29 outras organizações têm criado centros temporários para abrigar crianças e adolescentes, e estima-se que haja 300 orfanatos cuidando sozinhos de crianças em Porto Príncipe (nem todas essas instituições são oficialmente registradas). É esperado, nos próximos dias, o aumento constante do número de espaços seguros na capital e arredores.
Doações para o Haiti
O escritório do UNICEF no Brasil encerrou, no último dia 1° de abril, sua campanha de arrecadação de recursos para o Haiti.
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