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Resposta do UNICEF à crise no Haiti continua

© UNICEF/NYHQ2010-0055
Um trabalhador descarrega suprimentos um caminhão da UNICEF no aeroporto de Porto Príncipe. A ajuda humanitária será transportada em helicóptero militar dos EUA para a cidade portuária de Jacmel e outras áreas afetadas pelo terremoto do Haiti.

Por Tim Ledwith, Editor de Novas Mídias do UNICEF em Nova Iorque*

Nova Iorque, 24 de janeiro – A ajuda humanitária está alcançando crianças nas partes do Haiti devastadas pelo terremoto de 12 de janeiro, mas imensos desafios continuam. Muitos dos piores efeitos da catástrofe – incluindo o impacto na saúde e segurança das crianças – são agravados pelo longo histórico de pobreza e instabilidade do país.

O terremoto que matou tanto é, na verdade, um duplo desastre. As sérias restrições de desenvolvimento que o Haiti já enfrentava pioraram significativamente agora.

“Mesmo antes do terremoto, o sistema de saúde era relativamente fraco e a cobertura vacinal não era adequada”, disse a Chefe de Saúde Materna, do Recém-nascido e da Criança do UNICEF, Renee Van de Weerdt. “Os indicadores de desnutrição eram altos”, acrescentou Van de Weerdt. “Nós sabemos que temos de lidar com uma população muito vulnerável.”

“O Haiti é um dos poucos países onde a taxa de cobertura de saneamento básico diminuiu ao longo dos últimos anos”, disse a Chefe de Água, Saneamento e Higiene do UNICEF, Clarissa Brocklehurst. “O número de pessoas que tiveram acesso ao que poderíamos chamar de saneamento aprimorado era de apenas 19%. Então, nós já partimos de um patamar baixo.”

Reconstruindo ainda melhor do que antes
O chefe da Unidade de Gênero e Direitos do UNICEF, Dan Seymour, observou que as consequências de um terremoto dessa magnitude – embora sérias – provavelmente teriam sido muito menos devastadoras num país mais desenvolvido.

“Então a questão não é um terremoto”, disse Seymour. “É o cruzamento, a interação entre o terremoto e a situação no Haiti, um país pobre com uma limitadíssima capacidade de cuidar de suas crianças mesmo no melhor dos tempos.”

Amanhã em Montreal, Canadá, representantes do governo do Haiti e de outros 10 países vão se reunir para discutir a reconstrução em longo prazo do país atingido. Pela abordagem sistêmica dos problemas que têm dificultado o desenvolvimento do Haiti, a comunidade internacional e o povo haitiano poderão reconstruir o país melhor do que antes – estabelecendo as bases para o futuro de suas crianças.

© UNICEF/NYHQ2010-0071
Uma mulher repousa ao lado de seu bebê em uma tenda provisória em um campo de futebol perto de Porto Príncipe. A tenda está em uma das centenas de acampamentos improvisados na cidade para as pessoas desabrigadas em consequência do terremoto.

Alcançando crianças com ajuda humanitária
Hoje, entretanto, a maior prioridade ainda é prover imediatamente assistência para as crianças em perigo. Elas precisam ser encontradas, alimentadas, mantidas vivas e salvas.

A ajuda humanitária do UNICEF está chegando às crianças. Desde que o desastre aconteceu, seis carregamentos com suprimentos emergenciais do UNICEF aterrissaram no Haiti e na vizinha República Dominicana. Muitos outros voos estão agendados para os próximos dias, transportando água, saneamento e suprimento nutricional, assim como tendas para abrigar os deslocados.

Materiais de abrigo são necessidade urgente. Atualmente, centenas de instalações improvisadas estão espalhadas por toda a capital haitiana, Porto Príncipe, e centenas de milhares de moradores locais estão desabrigados. As tendas do UNICEF serão usadas também como centros de alimentação para crianças e de saúde emergencial e postos de imunização.

Água potável, também, é fundamental. O UNICEF está alcançando agora mais de 185 mil pessoas com água, e essa operação está aumentando diariamente nos hospitais e pontos de distribuição por toda a capital. Essa assistência é necessária para prevenir o surto de doenças transmitidas pela água, que representam risco fatal particularmente para as crianças pequenas.

“Nós estamos trabalhando com nossos parceiros para trazer tanques de água, para assim poder levar a água potável em quantidade para os tanques centrais de armazenamento de água,” disse Clarissa Brocklehurst.

Nutrição, saúde e proteção
O Programa Mundial de Alimentos, enquanto isso, forneceu em torno de 3 milhões de refeições para mais de 200 mil pessoas na região do terremoto. O UNICEF é responsável por coordenar esforços para garantir alimentação apropriada para bebês e crianças pequenas.

Em relação à saúde, o Ministério da Saúde e o UNICEF implementarão um plano de imunização urgente esta semana para proteger do sarampo, tétano e difteria mais de 600 mil crianças com menos de 5 anos de idade. O UNICEF também está ajudando nos esforços para prevenir o tráfico ou saída ilegal de crianças e adolescentes.

Uma longa experiência em situações de crise mostra que os interesses das crianças são mais bem atendidos quando elas são reunidas aos membros de sua família, imediata ou estendida. Com esse objetivo, o UNICEF está criando espaços seguros e programas de rastreamento familiar para crianças que estão perdidas ou separadas de seus familiares. O UNICEF vem alcançando cerca de 2 mil crianças desacompanhadas por dia; e espera-se dobrar essa cifra amanhã.

Essas e outras atividades estão em progresso para melhorar a difícil situação na região. O Haiti já possuía a maior taxa de mortalidade infantil e materna do hemisfério ocidental mesmo antes da catástrofe acontecer. Suas crianças merecem nada menos do que ter suas necessidades básicas atendidas o mais rápido possível nas atuais circunstâncias.

“A relação de longo prazo do UNICEF com o Haiti começou muito antes de hoje,” disse o Dan Seymour. “E o UNICEF continuará lá por um longo tempo no futuro.”


* Elizabeth Kiem, consultora do UNICEF em Nova Iorque, contribuiu com este relato.

 

 

 

 

Doações para o Haiti

O escritório do UNICEF no Brasil encerrou, no último dia 1° de abril, sua campanha de arrecadação de recursos para o Haiti.

Caso queira ajudar a garantir os direitos das crianças e adolescentes brasileiros, saiba como contribuir com nossos programas.
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