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Crianças e adolescentes feridos no terremoto cruzam fronteira dominicana para tratamento

Por Richard Alleyne, do Comitê dos Estados Unidos para o UNICEF*

Santo Domingo, 21 de janeiro – Nove dias após o terremoto que devastou o Haiti, o UNICEF está entregando suprimentos que salvam vidas para crianças e famílias. Vários aviões carregados de ajuda já pousaram no Haiti e na vizinha República Dominicana. Mais seis voos com ajuda humanitária estão previstos para chegar ainda esta semana.

Enquanto isso, sobreviventes feridos – incluindo muitas crianças com lesões por esmagamento e trauma – atravessaram a fronteira para a República Dominicana em busca de atendimento médico ainda não disponível em Porto Príncipe, capital haitiana.

Hospitais dominicanos ao longo da fronteira – especialmente a instalação estatal na cidade de Jimani – tentam responder a demanda avassaladora. O Ministério da Saúde trouxe mais profissionais de saúde dos distritos vizinhos, mas a capacidade dessas instalações para atender à crescente demanda mostra ser insuficiente.

Crianças transferidas
O governo dominicano reservou uma ala do Hospital Dario Contreras para as vítimas mais jovens do terremoto.

Situado à saída de uma estrada movimentada da capital dominicana, Santo Domingo, a unidade é especializada em atendimento traumático. As crianças mais gravemente feridas estão sendo transportadas da fronteira para o Dario Contreras.

"Até o momento, temos 47 crianças haitianas sendo tratadas aqui", disse o diretor do hospital, Dr. Hector Quezada. "Temos bebês de apenas um mês até adolescentes de 14 anos de idade, que estão sendo tratados de traumas e fraturas ósseas."

O Dario Contreras é o primeiro passo para esses meninos e meninas. Como parte de seu programa de proteção das crianças, o UNICEF está trabalhando com o Conselho Nacional da Criança e outros parceiros para criar espaços seguros para quando saírem do hospital.

Tratamento e informação
Nesta quarta-feira, 20 de janeiro, os corredores da enfermaria do hospital ferviam com a movimentação de profissionais de saúde e voluntários, bem como de pessoas procurando informações sobre seus familiares. Orações e outras exortações misturavam-se ao choro sentido dos bebês.

Emmanuel – um haitiano que vive na República Dominicana, mas tem família na zona atingida pelo terremoto – andou de sala em sala pedindo ajuda para quem pudesse ouvir. "Eu não tenho nenhuma notícia sobre o meu filho, e eu fui a todos os hospitais de Santo Domingo," ele disse. "Por favor. Seu nome é Maximo. Por favor, ajudem-me a encontrá-lo." Nos próximos dias e semanas, como mais haitianos vão procurar tratamento médico e informações no Dario Contreras, o Dr. Quezada antecipa que precisará de ajuda para manter a ordem e a logística de atendimento. "Nós temos mais pacientes chegando a cada dia," observou.

Um gesto de generosidade
Por ora, um grupo de mulheres dominicanas está garantindo que os bebês na enfermaria tenham uma alimentação adequada.

"Muitos bebês chegaram ao hospital sem seus pais. Eles precisam de leite materno para continuar vivos," disse o Dr. Quezada. "Atualmente, temos algumas mães dominicanas que estão doando seu leite para alimentar esses bebês. Esse é um gesto de generosidade e solidariedade."

No Haiti
O UNICEF está liderando os esforços de ajuda para proteger a saúde das crianças, fornecendo 200 mil litros de água potável por dia em comunidades afetadas e 120 mil litros em hospitais. A água é fundamental para evitar uma segunda onda de tragédias causadas por surtos de doenças transmitidas pela água, especialmente entre as crianças.

Alimentos prontos para consumo, com alta concentração de proteína, estão disponíveis para distribuição, com mais a caminho, para evitar a desnutrição grave e aguda entre milhares de crianças haitianas em risco.

O UNICEF vai continuar a trabalhar com as autoridades no Haiti e na República Dominicana, para atender às necessidades médicas de crianças e suas famílias – e ajudá-las a lidar com o impacto psicológico do que viveram. O bem-estar dessas crianças é a principal prioridade do UNICEF na sequência dessa tragédia terrível.


* Chris Niles, consultora do UNICEF em Nova Iorque, contribuiu com esta história.

 

 

 

 

Doações para o Haiti

O escritório do UNICEF no Brasil encerrou, no último dia 1° de abril, sua campanha de arrecadação de recursos para o Haiti.

Caso queira ajudar a garantir os direitos das crianças e adolescentes brasileiros, saiba como contribuir com nossos programas.
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