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Esforços para ajuda humanitária no Haiti continuam

Secretário-Geral da ONU visita Porto Príncipe

Por Tim Ledwith*

Nova Iorque, 18 de janeiro – O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e outros assessores das Nações Unidas e governamentais visitaram, ontem, as áreas atingidas de Porto Príncipe, em meio ao esforço internacional para ajudar 3 milhões de pessoas – provavelmente metade delas, crianças – afetadas pelo terremoto de 12 de janeiro no Haiti.

"Eu estou aqui para dizer que nós estamos com vocês. Vocês não estão sozinhos”, disse Ban Ki-moon para os sobreviventes.

O terremoto deixou grandes faixas da capital haitiana e de outros municípios em ruínas. Cerca de 1.500 trabalhadores de mais de 25 nações estão envolvidos nas operações de busca e salvamento.

Pelo menos 40 funcionários das ONU foram mortos no terremoto e ainda há cerca de 300 desaparecidos. Nenhum dos funcionários do UNICEF morreu, mas seus escritórios foram parcialmente destruídos.

Apesar de suas próprias perdas, a comunidade humanitária no Haiti permanece focada em seu objetivo principal: superar enormes obstáculos logísticos para entregar suprimentos que salvam vidas àqueles que deles necessitam desesperadamente.

Ajuda a caminho
No final da semana passado, dois aviões de carga saíram do Panamá para Porto Príncipe, abastecidos pelo UNICEF com suprimentos de água e saneamento, material médico, tendas e lonas para abrigo e outros itens necessários para as crianças e famílias em risco. Um terceiro avião pousou em Santo Domingo, capital da vizinha República Dominicana, com 40 toneladas de ajuda adicional do UNICEF para o Haiti.

No voo para Santo Domingo, caixas do armazém central do UNICEF, em Copenhague, ocuparam praticamente toda a aeronave, que teve os assentos de passageiros retirados para abrir mais espaço. Os sete membros da tripulação do jumbo da British Airways eram voluntários.

“É um privilégio ter a possibilidade de ajudar,” disse o capitão Charles Everett.

O avião levou também dois funcionários do UNICEF que foram designados para ajudar a coordenar a distribuição da ajuda. “Meu trabalho será montar um grande depósito em Santo Domingo e enviar todas as mercadorias para o Haiti”, disse um desses funcionários, Henrik Jensen, da Divisão de Suprimentos do UNICEF.

Mais voos de ajuda estão programados para os próximos dias. Eles vão entregar os suprimentos de emergência dos estoques do UNICEF no Panamá, Dinamarca e Emirados Árabes Unidos.

Falta de água potável
Estima-se que 300 mil pessoas estejam desabrigadas em consequência da devastação no Haiti. Muitas delas vivem em acampamentos provisórios sem acesso à alimentação adequada, água ou serviços básicos. Nesse contexto, o fornecimento entregue até agora é certamente apenas o início de uma operação enorme de socorro.

Como agência da ONU encarregada de levar água e saneamento à zona do terremoto, o UNICEF está trabalhando para fornecer aos sobreviventes kits de água, tabletes de purificação de água e outros suprimentos destinados a mitigar os efeitos mortais da água contaminada.

“Além de simplesmente entregar esses bens essenciais, temos também de trabalhar para promover a higiene, fornecendo sabão e circulando mensagens em francês e crioulo sobre prevenção e tratamento da diarreia, disenteria e cólera", disse o Oficial de Operações de Emergência do UNICEF Ainga Razafy. "Nossa prioridade é evitar uma segunda onda de desastres e garantir que não haja outro surto que ameace vidas, como as doenças transmitidas pela água."

Apoio internacional
Mas a distribuição de assistência às crianças e famílias desesperadas no Haiti é, no mínimo, uma operação complicada. O combustível que os organismos internacionais utilizam está acabando, as instalações portuárias na capital estão muito danificadas e o aeroporto de Porto Príncipe está muito congestionado.

Ao mesmo tempo, as instalações médicas carecem ainda de pessoal e remédios. Para resolver as necessidades mais urgentes em matéria de saúde, foi estabelecido um hospital de campanha na base logística da missão das Nações Unidas em Porto Príncipe. Esse hospital já está operando acima de sua capacidade, com superlotação.

Ainda que estejam sendo feitas algumas ações de distribuição de assistência, as operações não bastam para satisfazer as enormes necessidades da população.

Enquanto estava no Haiti, o Secretário-Geral das Nações Unidas anunciou um apoio pleno da comunidade internacional para superar todos esses obstáculos. Esse compromisso ecoou no blog da Defensora Eminente do UNICEF para as Crianças a rainha Rania Al Abdullah, da Jordânia.

"Ainda que o terremoto tenha nos sacudido profundamente, o heroísmo e a humanidade fortalecem as bases da nossa família global”, escreveu a rainha Rania. “A grande compaixão e a generosidade de todo o mundo chegaram às costas do Haiti, desafiando a brutalidade da natureza”.


* Richard Alleyne, do Comitê dos Estados Unidos para o UNICEF, colaborou com esta história.

 

 

 

 

Doações para o Haiti

O escritório do UNICEF no Brasil encerrou, no último dia 1° de abril, sua campanha de arrecadação de recursos para o Haiti.

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