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Uma pequena cidade da República Dominicana converte-se na porta de entrada para a ajuda humanitária no Haiti

Por Tamar Hahn, Assessora de Comunicação do Escritório Regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe

© U.S. Fund for UNICEF/Alleyne/2010
Tamar Hahn, assessora de comunicação do UNICEF, conversa com feridos no hospital de Jimani, na República Dominicana, que está atendendo as vítimas do terremoto do Haiti.

Jimani, 15 de janeiro – Jean Paul Gerry tem 7 anos, está sentado na sua cama em um pequeno hospital na cidade fronteiriça de Jimani e geme de dor. Tem o braço e a perna atados e seu rosto está inflamado, com uma bochecha seriamente ferida.

Dois de seus irmãos também estão no hospital. Os três ficaram feridos durante o terremoto que arrasou sua cidade natal, Porto Príncipe. O que Jean Paul não sabe ainda é que sua mãe, sua irmã de 18 meses e um irmão que acabara de completar 14 anos morreram durante o terremoto.

E, no entanto, Jean Paul encontra-se entre os poucos haitianos afortunados que conseguiram fazer a viagem de 90 minutos entre Porto Príncipe e Jimani imediatamente depois do terremoto e, agora, recebe atenção médica na República Dominicana. Muitas crianças feridas estão ainda na cidade devastada, onde têm acesso reduzido a tratamento médico e estão, em muitos casos, absolutamente sozinhas.

Um hospital quase superlotado
Jimani é uma cidade pequena, empoeirada, que em épocas normais serve como centro comercial entre a República Dominicana e o Haiti. Desde que aconteceu o terremoto, a cidade converteu-se no ponto de entrada para o socorro e um refúgio seguro para aqueles haitianos que foram capazes de cruzar a fronteira.

O hospital é pequeno e está quase superlotado. Há camas por todas as partes: os colchões estão espalhados pelo chão e pelos corredores. Médicos e enfermeiros movem-se freneticamente de uma cama para a outra, fazendo todo o possível para atender os feridos. As lesões das vítimas são principalmente traumatismos nas extremidades, resultado da queda de escombros durante o terremoto.

Do outro lado da rua está a Fortaleza do Rodeo, um complexo militar transformado agora em um centro de assistência humanitária. Os soldados dominicanos estão de pé, fora das instalações, desde quando a equipe do UNICEF, OMS, PMA, UNFPA e outros organismos ocuparam seus escritórios para coordenar o fluxo de provisões que chegam ao Haiti. O pessoal de proteção civil dominicano montou suas barracas de campanha no pátio e planeja à sombra dos helicópteros que trazem provisões e levam os feridos.

“Isto é só começo”
O caminho fronteiriço está a apenas uma milha de distância deste edifício. No lado dominicano do vale que define a fronteira, os caminhões alinham-se à espera de poder cruzar para o território haitiano. As provisões passam lentamente, mas a falta de comunicação com o Haiti e os escombros que sujam as ruas de Porto Príncipe tornam difícil a distribuição.

Do lado haitiano, as ambulâncias entram a um ritmo constante. Os carros também passam lotados de famílias haitianas que transportam os feridos com olhares aturdidos e rostos marcados pelo esgotamento.

“Isto é só o começo”, diz Pilar Cerdeña, especialista de Emergência do UNICEF. “Conforme os dias passam, mais pessoas tentam chegar aqui e temos que estar preparados”, completa.

 

 
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