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Vacinas infantis nunca estiveram tão disponíveis, mas o acesso ainda não é equitativo

Um bilhão de dólares, por ano, é o valor mínimo necessário para alcançar as crianças ainda em risco

Washington, 21 de outubro – Invertendo uma tendência descendente, as taxas de imunização estão agora nos seus níveis mais elevados em toda a história e o desenvolvimento de vacinas no mundo está crescendo, segundo um novo levantamento divulgado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo UNICEF e pelo Banco Mundial.

The State of the World’s Vaccines and Immunization (A Situação Mundial das Vacinas e da Imunização) mostra que mais bebês estão sendo imunizados agora do que nunca antes – um número recorde de 106 milhões em 2008 – de acordo com novos dados. Ao mesmo tempo, os autores do estudo apelam aos países doadores para que eliminem o fosso de financiamento que deixa milhões de crianças ainda em risco, particularmente nos países e comunidades mais pobres, onde as doenças evitáveis causam o maior número de mortes.

A divulgação de novas provas do sucesso nos esforços de imunização global ocorre num momento em que muitos países estão realizando campanhas de imunização contra a pandemia da gripe A (H1N1), sublinhando o papel sem paralelo das vacinas na prevenção de doenças contagiosas e o desafio de alcançar as comunidades mais vulneráveis.

"A pandemia da gripe chama a atenção para a promessa e dinamismo do desenvolvimento de vacinas nos nossos dias," afirmou a Drª. Margaret Chan, Diretora Geral da OMS. "Porém, lembra-nos mais uma vez os obstáculos que temos de enfrentar para poder levar os benefícios da Ciência às pessoas que vivem nos países mais pobres. Temos de ultrapassar a divisão que existe entre ricos e pobres – entre aqueles que têm acesso às vacinas que salvam vidas e aqueles que o não têm."

Representantes de agências internacionais advertem que as vacinas que salvam vidas, agora comuns nos países ricos, continuam a não chegar a cerca de 24 milhões de crianças que estão expostas a um maior risco. Vai ser necessária uma verba adicional de pelo menos um bilhão de dólares por ano para assegurar que as vacinas novas e as já existentes sejam ministradas a todas as crianças nos 72 países mais pobres.

"O número de mortes por sarampo caiu em 74% entre 2000 e 2007, e as vacinas desempenharam um papel importante nessa queda," afirmou Ann M. Veneman, Diretora Executiva do UNICEF. "Esses progressos devem estimular novos esforços para imunizar mais crianças em todo o mundo contra as doenças que ameaçam a sua vida."

O relatório afirma que a inversão da tendência descendente foi, em grande medida, devida aos esforços dos países em desenvolvimento, que fizeram bom uso do apoio da GAVI Alliance – uma parceria para financiamento de vacinas que inclui a OMS, o UNICEF, o Banco Mundial e a Fundação Bill & Melinda Gates. Desde 2000, esse recurso permitiu aumentar a introdução de vacinas novas e subutilizadas, que agora chegam a mais de 200 milhões de crianças nos países em desenvolvimento.

Segundo os especialistas, pelo menos 120 vacinas – um número recorde – estão agora disponíveis contra doenças mortais. Nos últimos anos, os cientistas no mundo acadêmico e as empresas farmacêuticas, muitas das quais em parcerias público-privadas criadas com o apoio de governos e filantropos, desenvolveram novas vacinas que salvam vidas para a meningite meningocócica, a diarreia por rotavírus, a doença pneumocócica, e o papiloma vírus humano (HPV). Por outro lado, mais de 80 novos produtos estão em fase final de teste clínico, incluindo mais de 30 que visam a doenças para as quais não existem ainda vacinas. Ao mesmo tempo, um número significativo de vacinas candidatas, incluindo as que visam combater doenças como HIV/aids, malária, tuberculose e dengue, estão avançando em seu desenvolvimento.

O relatório mostra também que o mercado global de vacinas triplicou nos últimos oito anos, gerando receitas superiores a US$ 17 bilhões. A crescente procura de vacinas pelas agências das Nações Unidas que as adquirem e um novo impulso na descoberta e desenvolvimento de vacinas têm alimentado o renovado enfoque da indústria farmacêutica nas vacinas. Significativamente, os fabricantes nos países em desenvolvimento estão agora assegurando 86% da procura global de vacinas tradicionais, tais como as que protegem contra o sarampo, coqueluche, tétano e difteria.

"Assistimos a uma enorme reviravolta na disponibilidade de vacinas, mesmo nos países mais pobres," afirmou Graeme Wheeler, Diretor Gerente do Banco Mundial. "Contudo, a comunidade internacional, juntamente com os próprios países, deve garantir que as tecnologias novas e as existentes cheguem de fato às populações mais vulneráveis, especialmente as crianças."

O custo da distribuição de vacinas àqueles que delas necessitam é cada vez mais uma questão que só em parte é resolvida por parcerias de financiamento como a GAVI. Os países de renda média não são elegíveis para a assistência da GAVI, embora neles vivam 30 milhões de crianças e dois bilhões de pessoas, uma grande parte das quais com menos de dois dólares por dia. Mesmo a preços muito reduzidos, o custo de novas vacinas para a doença pneumocócica, a diarreia por rotavírus e o HPV é individualmente mais elevado do que o custo de todas as outras vacinas tradicionais em conjunto.

"As vacinas são um instrumento extraordinário para o controle das doenças em todos os países e continuam a ser uma opção acertada em termos de saúde e econômicos," afirmou o Dr. Fred Were, Presidente Nacional da Associação Pediátrica do Quênia. "No exercício da profissão no meu país, continuamos a ver muitas doenças e mortes causadas por doenças que são evitáveis com vacinas. Se esse número puder ser reduzido, teremos mais recursos e tempo para nos concentrar noutras questões de saúde."

O relatório, na íntegra, está disponível somente em inglês: arquivo PDF

Para mais informações:
Christian Moen, UNICEF, Nova Iorque
Assessor de Comunicação
Telefone: + 1 212 326 7516
E-mail: cmoen@unicef.org

 

 
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