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Humanização da Saúde Indígena é avaliada no Pará

Funasa, Sespa, Museu Goeldi e UNICEF discutem avanços e fazem planos para 2010

Belém, 25 de setembro – Etnicidade, Humanização e Saúde Indígena: Diretrizes e Perspectivas é o tema do Colóquio que acontece no Museu Goeldi (Av. Magalhães Barata), em Belém (PA), nesta segunda-feira, dia 28 de setembro. O evento é promovido pelo Museu Paraense Emilio Goeldi, Funasa e UNICEF e conta com a participação das coordenações Estadual de Humanização e de Saúde dos Povos Indígenas da Secretaria de Saúde do Estado (Sespa). A sua realização é mais uma etapa do projeto “Etnicidade, humanização e saúde indígena: promovendo a saúde de crianças e adolescentes das etnias Gavião e Wai-wai (Pará)”. O Colóquio tem por objetivo avaliar o projeto “Etnicidade, Humanização e Saúde Indígena: promovendo a saúde de crianças e adolescentes das etnias Gavião e Wai-wai (Pará)”, que capacitou profissionais de saúde e gestores públicos para atenção à saúde com qualidade e humanizada a população indígena.

“A partir da avaliação deste processo, iniciado em 2008, queremos construir o planejamento para continuidade das ações com a Sespa e a Funasa. E mais importante ainda, é que o Projeto permitiu estreitar a parceria entre Funasa e Sespa, qualificando técnicos de saúde na melhoria do atendimento a estes povos” de acordo com Antonio Carlos Cabral, oficial de desenvolvimento infantil do UNICEF. Durante o Colóquio, serão apresentados os resultados do diagnóstico realizado, que buscou identificar os principais agravos à saúde, vulnerabilidades e situações de risco junto aos Gavião e Wai Wai.

Entre os objetivos do projeto estão o desenvolvimento de capacidades dos profissionais de saúde e gestores para atenção à saúde com qualidade e humanizada a população indígena e o desenvolvimento de competências familiares possibilitando o fortalecimento de sua autonomia e reconhecimento da cidadania plena dos povos indígenas. As atividades são desenvolvidas nos municípios de Oriximiná, Bom Jesus do Tocantins e Marabá.

A meta do Projeto Etnicidade é fazer valer os direitos da criança e do adolescente indígena das etnias Gavião e Wai Wai, em resposta ao desafio da inclusão social e da eliminação de todo e qualquer tipo de discriminação, promovendo a garantia do acesso aos serviços de saúde com atenção de qualidade e humanizada.

Entre as atividades que já foram desenvolvidas estão:

  • Oficinas de socialização entre os participantes do projeto sobre inovação e transferência científico-tecnológica e para pessoas da comunidade indígena, profissionais de saúde e agentes indígenas de saúde, agente indígena de saneamento e gestores das unidades de saúde, abordando a atenção a saúde de qualidade e humanizada, em consonância com os princípios referidos;
  • Oficinas de capacitação para famílias da comunidade indígena, abordando o protagonismo dos índios para controle social e garantia de direitos de acesso às ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde com qualidade;
  • Identificação e sistematização dos principais agravos, vulnerabilidades, fatores de risco e seus determinantes que acometem a saúde das crianças e adolescentes das duas comunidades indígenas;
  • Levantamento, análise e sistematização dos serviços ofertados, fluxo de atendimento disponível na atenção básica, média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar, como também, quantificar os procedimentos de enfermagem, consultas médicas, de enfermagem, atendimento odontológico e internação hospitalar na atenção a gestante, crianças até os seis anos de idade e adolescentes indígenas nas unidades de atenção nos três níveis de complexidade da assistência.
Saúde indígena no Pará
Segundo a FUNASA (2008), a população indígena do Estado do Pará é de 19.213 habitantes, residentes em aldeias e distribuídos em 4.444.874 Km2. Os povos indígenas vivem experiências desiguais, quando comparados com a população branca, ao nascer, viver, adoecer e morrer, apesar da crescente melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano. Assim, uma vez que se queira identificar o segmento mais vulnerável na escala de proteção dos direitos humanos, certamente, encontraremos as crianças e adolescentes indígenas inseridos neste contexto.

No que diz respeito à saúde pública, apesar da significativa redução da mortalidade infantil no Brasil, os avanços registrados pelas médias nacionais não expressam iniqüidades regionais por raça e etnia.  A taxa de mortalidade para a população indígena é de 48,5 por mil nascidos vivos, significando 138% maior do que para a população branca que apresenta uma taxa de 20,3 por mil nascidos vivos. O índice médio de mortalidade da criança indígena até 09 anos, é quase o dobro do índice médio de mortalidade da criança não indígena, revelando que há uma diferença significativa na garantia do direito à saúde pelo simples fato de ser a criança indígena ou não. Em termos comparativos por regiões brasileiras, na região Norte a população é predominantemente indígena e negra, a probabilidade de morte de crianças até 1 ano é 1,5 vezes maior do que no Sul. É importante registrar que os dados citados podem estar subestimados, em decorrência principalmente da subnotificação de óbitos infantis na região Norte.

Apesar dos esforços desenvolvidos pela Funasa, os indicadores ainda se apresentam aquém do ideal, especialmente aqueles referentes à saúde das crianças e adolescentes indígenas. Na perspectiva de melhorar a qualidade de saúde e consequentemente de vida das crianças e adolescente de duas comunidades indígenas, denominadas Gavião e Wai-wai, colocaram-se juntos: UNICEF, Museu Paraense Emílio Goeldi, Funasa e Seduc (Pará) que, numa primeira etapa, pensaram e desenvolveram uma nova estratégia para compreender como estes povos lidam com corporeidade, saúde e seus intrincados mecanismos religiosos e sociais e, para os índios, perceberem a diferença entre os impactos da sociedade branca e como lidar com suas doenças, sem perder seus referenciais culturais.  Vale ressaltar que a escolha dessas duas etnias atende à demandas provenientes de seus próprios anseios, manifestados em oficinas de trabalho anteriormente realizadas. Esta experiência poderá ser estendida, futuramente, a outras etnias.

Mais informações
Assessoria de Comunicação do UNICEF
Ida Pietricovsky de Oliveira
Telefone: (91) 3073 5700
E-mail: ipoliveira@unicef.org

 

 
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