Ministério da Saúde realiza, em setembro, a 2ª fase da Campanha Nacional de Vacinação InfantilData foi adiada em virtude da gripe A (H1N1) Todas as crianças com menos de 5 anos devem tomar a segunda dose da vacina contra a poliomielite. Mesmo quem não foi vacinado na primeira etapa da campanha. Há 20 anos o Brasil não registra nenhum caso de poliomielite em território nacional. Brasília, 23 de julho – No dia 19 de setembro, o Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, realiza a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Na primeira etapa, realizada no dia 20 de junho, foram vacinados 11,6 milhões de crianças de até 5 anos de idade. A meta é imunizar mais de 14,7 milhões de crianças nessa faixa etária. O Brasil – assim como toda a América Latina – já foi certificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como livre do vírus da poliomielite. Essa vitória sobre o vírus ocorreu, sobretudo, pelas campanhas e dias de vacinação realizados desde a década de 80. “Atualmente, a importância da vacina é manter o país livre da circulação do vírus que ocasiona a doença. As gotinhas não têm contraindicações. A aplicação não provoca dor e a vacina é a única prevenção”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Maria Arindelita Arruda. Sobre a doença – A vacina contra a poliomielite é um serviço básico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível durante todo o ano nos postos de saúde, na vacinação de rotina. Além do esquema básico – as três doses de rotina –, a criança de até 5 anos de idade tem de tomar todos os anos as duas doses da campanha. Até porque a paralisia é transmitida por três tipos de vírus. “As várias doses se justificam por isso. Se a criança não desenvolveu a imunidade com relação a um vírus, com as várias doses, ela tem oportunidade de se imunizar”, diz Arindelita. A poliomielite é uma infecção grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é contaminada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso. As consequências mais comuns ocorrem nos membros inferiores, mas o vírus também pode ocasionar uma lesão mais grave em um ou mais membros ou até mesmo levar à morte – por meio de uma tetraparalisia. A doença é causada e transmitida por um vírus que entra no organismo via oral. A pessoa infectada pode transmitir a doença pelas fezes que, em contato com o ambiente, atinge quem não foi devidamente imunizado. Como o vírus é muito leve, ele pode ser levado pelo ar, entrar em contato com o alimento, com os brinquedos, ou atingir a criança por via oral ou pela ingestão de água contaminada. Se uma pessoa teve a poliomielite, principalmente em um ambiente em que o saneamento básico é desfavorável, o vírus pode contaminar a água, o solo e o meio ambiente de forma geral. /P> No mundo – Existe um movimento mundial de erradicação da pólio. Ela é endêmica (a transmissão da doença é constante) em quatro países: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Outros 15 países têm registro de casos importados: Sudão, Uganda, Quênia, Benin, Angola, Togo, Burquina Faso, Níger, Mali, República Centro-Africana, Chade, Costa do Marfim, Gana, Nepal e República Democrática do Congo. “O Brasil tem comércio com algumas dessas nações e, além disso, existe um fluxo migratório de pessoas de lá para cá. O fato de a pólio estar erradicada no Brasil não é motivo para descanso. É importante manter a vigilância e as crianças imunizadas. Se alguém trouxer o vírus de um desses países, as crianças não correrão risco de adquirir a doença”, explica a coordenadora. Datas importantes para a erradicação da poliomielite no Brasil Outras informações Conheça a campanha que será lançada pelo Ministério da Saúde em agosto.
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