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Aids: encontro em Fortaleza garante novas ações conjuntas entre os oito países da rede Laços Sul-Sul

Fortaleza, 13 de março – Representantes da área de saúde dos oito países integrantes da Rede Laços Sul-Sul (Bolívia, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Nicarágua, Paraguai, São Tomé e Príncipe e Timor Leste), reunidos em Fortaleza (Ceará) nos dias 11 e 12 de março, reforçaram a parceria no enfrentamento da aids e têm planos concretos de realizar novas ações conjuntas já a partir deste ano. Decidiram também dar maior atenção ao crescimento do número de mulheres afetadas pela doença.

Durante a V Reunião da Rede Laços Sul-Sul, foram avaliados os quatro anos de cooperação e traçados os planos do grupo para 2009 e 2010. O Brasil seguirá como principal colaborador da iniciativa (atualmente, só em doações de medicamentos, o País contabiliza tratamento para 3.785 pessoas de seis países membros da rede), mas a proposta é que os países incrementem a cooperação entre si. Uma nova linha de ação – fortalecer a ação do grupo no enfrentamento da “feminização” da epidemia – veio somar-se às quatro existentes: assegurar acesso universal ao tratamento e à prevenção; prevenir a transmissão vertical do vírus, da mãe para o bebê; ações de prevenção para jovens e adolescentes; e monitoramento e avaliação. Outro resultado positivo do encontro foi o ingresso da UNESCO no grupo de agências da ONU que já participavam da rede (UNICEF, UNAIDS e UNFPA).

Na visão dos participantes do encontro, a rede apresentou avanços significativos no enfrentamento da epidemia em seus países. “Em 2004, não havia ninguém em tratamento no país. Não havia estrutura sanitária adequada para tratar as pessoas com HIV e aids. Hoje, temos 11 ambulatórios e 1.800 pessoas em tratamento”, celebrou o coordenador-adjunto do Programa Nacional de Aids de Guiné-Bissau, David da Silva Té. “A rede foi um empurrão (na resposta do país à aids)”, afirmou o ponto focal do programa Prevenção da Transmissão Vertical de DST/aids do Ministério da Saúde de Sotavento, Cabo Verde, Elisa Santos Lopes. “Os Laços Sul–Sul foram o pontapé inicial do tratamento universal da aids em São Tomé e Príncipe”, declarou a diretora do Programa Nacional de DST/aids do país africano.

A Rede Laços Sul-Sul (LSS) foi lançada em 2004 pelo governo brasileiro, para reforçar o enfrentamento à epidemia de aids. Atualmente, reúne oito países e envolve diretamente o Centro Internacional de Cooperação Técnica em HIV/aids (CICT) e quatro agências da ONU (UNICEF, UNAIDS, UNFPA, e agora UNESCO). O acordo entre os países integrantes da rede prevê um compromisso comum para assegurar o acesso universal à prevenção, ao tratamento à assistência ao paciente com HIV/aids, dentro de uma perspectiva de atenção integral. A iniciativa promove ainda a solidariedade entre países em desenvolvimento e um modelo de cooperação horizontal por meio do intercâmbio de informações e a elaboração conjunta de estratégias e planos de ação, como se deu, mais uma vez, no encontro que aconteceu em Fortaleza.

Para o oficial do UNICEF na Nicarágua Jose Ramon Espinoza, o encontro trouxe “a percepção generalizada da importância de se manter a Rede”. Segundo o médico, “em rede, os resultados são mais rápidos que agindo individualmente”. O fato de outras agências da ONU, como a UNESCO, demonstrarem interesse em ingressar na rede é uma evidência de que “o investimento vale a pena”. Começa-se a perceber, acredita o oficial do UNICEF, “que os países fazem sua própria gestão para ter sinergia com a cooperação”.

Ceará aceita desafio contra HIV
No segundo dia do evento, o governador Cid Gomes recebeu uma comitiva do UNICEF. Os representantes da entidade aproveitaram o encontro e lançaram um desafio ao Ceará: que 100% dos seus municípios fiquem aptos para realizar exames para as gestantes e tratamento para as soropositivas. O desafio foi aceito pelo governador, que destacou a importância da iniciativa para inibir a transmissão da doença de mãe para o filho. “Os Estados têm obrigação de realizar os exames preventivos para o HIV”, enfatizou Cid Gomes. Já ficou agendado para esta terça, dia 17 de março, um novo encontro, envolvendo a Secretaria de Saúde do Estado, a Associação dos Prefeitos e outras entidades que trabalham com o tema, para discutir e criar uma campanha visando a que todos os municípios atendam ao desafio do UNICEF.

Segundo a Representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, o objetivo é garantir que as novas gerações nasçam livres da aids. Durante o pré-natal, toda gestante tem o direito e deve realizar o teste anti-HIV. Quanto mais precoce o diagnóstico da infecção pelo HIV na gestante, maiores são as chances de evitar a transmissão para o bebê. O tratamento é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

 
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