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UNICEF capacita adolescentes indígenas em direitos, HIV/aids e drogas

© Patrícia Almeida/Oela
Participantes da I Oficina de Formação de Multiplicadores em Direitos Indígenas, DST/aids e Valorização da Vida.

São Gabriel da Cachoeira, 9 de março – Um grupo de 40 adolescentes de diversas etnias do Rio Negro do Amazonas participou da I Oficina de Formação de Multiplicadores em Direitos Indígenas, DST/aids e Valorização da Vida, na Maloca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), em São Gabriel da Cachoeira (AM), entre os dias 5 e 7 de março. O evento foi realizado pelo UNICEF, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela), com apoio da prefeitura municipal de São Gabriel da Cachoeira, Foirn, Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (Susam) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Após participar da oficina, os adolescentes vão repassar as informações, em suas aldeias, sobre as temáticas que representam os principais desafios da juventude das diversas etnias do Rio Negro – região do Estado com altos índices de alcoolismo, consumo de drogas e suicídios entre os povos indígenas. “Cada um dos participantes desse evento volta com a grande missão de capacitar outros adolescentes, nas escolas, sobre seus direitos e prevenção de DST, aids, drogas e álcool”, destacou o coordenador do Escritório do UNICEF em Manaus, Halim Antonio Girade.

A oficina é resultado do I Congresso de Adolescentes e Jovens promovido pelo UNICEF, em São Gabriel da Cachoeira (AM), em 2007. No mesmo ano, adolescentes indígenas de todo o Brasil participaram de evento no II Encontro Nacional dos Povos das Florestas, em Brasília (DF), no qual apontaram soluções para seus desafios.

Na avaliação do prefeito de São Gabriel da Cachoeira, Pedro Garcia, iniciativas para enfrentar os desafios da juventude indígena somente terão resultado positivo se os próprios jovens forem protagonistas dessas atividades. “Temos que fortalecer parcerias, somar os programas de governo, o trabalho de ONG e instituições religiosas, pois somos responsáveis por resolver esse problema, esclarecendo os jovens sobre seus direitos como indivíduos, povos e comunidades”, considerou.

Garantia de direitos – No primeiro dia do evento, o secretário executivo da Coiab, Sebastião Manchineri, apresentou e discutiu com os adolescentes a Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU em 13 de setembro de 2007. Manchineri foi um dos indígenas brasileiros que participou da construção do texto da Declaração, na década de 1990, nas sedes da ONU, em Genebra e em Nova Iorque. “A declaração deve ser absorvida pelos indígenas para se tornar um instrumento de valorização de cada povo, que deve se sentir autônomo, livre e apto para exercer seus princípios”, considerou.

© Patrícia Almeida/Oela
Adolescentes indígenas lêem cartilha sobre DST/aids em tukano.

Principais desafios – Uma cartilha sobre DST/aids na língua tukano foi lançada no segundo dia da oficina. O artigo 30 da Convenção sobre os Direitos da Criança determina que, nos países onde existam pessoas de origem indígena, não pode ser negado a uma criança que pertença a tal povo o direito a ter sua própria cultura ou utilizar seu próprio idioma.

A cartilha em tukano foi produzida pela Coiab, Oela e Susam, com financiamento do UNICEF, e tradução do português para a língua indígena pela Foirn. “Além de combater sérios problemas enfrentados pelos nossos adolescentes, esse trabalho é muito importante para fortalecer nossa cultura”, considerou o coordenador da Coiab, Jecinaldo Sateré.

O Programa DST/HIV/aids de São Gabriel da Cachoeira identificou 269 casos de DST no município, em 2008. Antes de 2004, foram notificados quatro casos de HIV; desde então, nenhum outro exame realizado no município apresentou resultado positivo.

No último dia do evento, um técnico da Susam passou informações sobre saúde mental, álcool e outras drogas para os participantes. A violência associada ao uso abusivo de álcool e outras drogas (como cocaína e maconha) e o fenômeno dos suicídios são considerados, hoje, as piores formas de violência que acometem crianças e, principalmente, os adolescentes e jovens indígenas em São Gabriel da Cachoeira.

De acordo com a conselheira tutelar de São Gabriel da Cachoeira, Nilce Almeida, das 983 ocorrências registradas no Conselho Tutelar, em 2008, a maioria está relacionada à desestruturação familiar ocasionada pelo alcoolismo ou drogas. “Conflitos familiares são nosso principal atendimento, e o consumo de álcool e drogas são a causa desses problemas”, ressaltou.

Mais informações:
Escritório do UNICEF em Manaus
Telefone: (92) 3632-1829
E-mail: hgirade@unicef.org

Texto: Patrícia Almeida, consultora de comunicação da Oela [telefone: (92) 8142 2116 – e-mail: patricia.almsil@gmail.com]

 

 
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