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Declaração da Diretora Executiva do UNICEF, Ann M. Veneman, sobre a situação humanitária em Gaza

Johannesburgo, 14 de janeiro – Desde 27 de dezembro de 2008, quando se desencadeou a crise de Gaza, mais de 300 crianças foram mortas e mais de 1.500 ficaram feridas ou sofreram lesões.*

A cada dia, mais crianças são machucadas, têm feridas terríveis em seus pequenos corpos e sofrem a destruição de sua jovem vida.

Essas não são apenas frias estatísticas. Elas falam da vida interrompida de crianças. Nenhum ser humano pode assistir a isso sem se comover. Nenhum pai ou mãe pode testemunhar isso e não ver ali sua própria criança.

Isso é trágico. Isso é inaceitável.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, encontra-se no Oriente Médio fazendo um apelo pelo cumprimento urgente da Resolução 1860 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que exige um imediato, duradouro e plenamente respeitado cessar-fogo e requer o livre fornecimento e distribuição de assistência humanitária em toda Gaza.

O acesso da ajuda humanitária para todos, especialmente os mais vulneráveis, deve ser permitido.

A resolução também ressalta que a população civil precisa ser protegida de ambos os lados, de acordo com os princípios internacionais.

Escolas e serviços médicos precisam ser protegidos e considerados zonas de paz, em todas as circunstâncias.

A crise de Gaza é ímpar pelo fato de que crianças e suas famílias não têm para onde escapar, onde se refugiar. A simples idéia de se estar encurralado em uma área fechada perturba os adultos em tempos de paz. O que, então, passa pela mente de uma criança encurralada em meio a tão cruel violência?

Crianças constituem a maioria da população de Gaza e estão sofrendo as consequências mais graves de um conflito que não é delas. À medida que os ataques alcançarem o coração das áreas mais densamente povoadas, o impacto das armas letais levará um sofrimento ainda maior para as crianças. Prioridade absoluta precisa ser dada para a proteção de cada uma delas.

Junto com seus aliados, o UNICEF está fazendo todo o possível para ajudar as crianças, apesar da situação difícil. Novos recursos foram imediatamente colocados à disposição para satisfazer as necessidades mais urgentes das crianças e suas famílias: água, educação, kits de ressuscitação, entre muitos outros itens de assistência.

Além das necessidades imediatas das crianças que perderam suas casas, que estão sem acesso a medicamentos, água e eletricidade, além das horríveis cicatrizes e danos físicos, há os ferimentos psicológicos profundos dessas crianças. Para essas crianças, a cura psicossocial será longa e difícil.

Somente quando cessarem as hostilidades, as crianças poderão começar a longa viagem até a recuperação daquele que é o direito mais fundamental da infância, o direito a uma vida livre de violência física e psicológica.

O UNICEF apela a todas as partes envolvidas para que todas as medidas sejam tomadas para proteger as crianças.

(*) Números de 13 de janeiro de 2009

Para mais informações:
Abdel-Rahman Ghandour, Chefe da Comunicação do UNICEF em Amã – Telefones: +9626 550 2407 ou +96279 700 4567 – E-mail: arghandour@unicef.org
Christopher De Bono, Chefe da Comunicação do UNICEF em Nova Iorque – Telefone: +1212 326 7984 –
E-mail: cdebono@unicef.org

 

 
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