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UNICEF leva suprimentos de emergência para crianças em risco em Gaza

© UNICEF/NYHQ2009-0001/El Baba
Em 8 de janeiro, menino fica em meio às ruínas de edifícios destruídos pelo bombardeio, em um campo de refugiados perto da cidade de Rafah.

Por Roshan Khadivi and Charbel Raji*

Amã, Jordânia, 11 de janeiro – Com o conflito na Faixa de Gaza em sua terceira semana, as equipes do UNICEF estão trabalhando para assegurar que suprimentos básicos estejam prontos para ser entregues para mulheres e crianças em risco nessa área.

Hoje, o UNICEF conseguiu entregar 30 mil garrafas de água e kits de purificação de água para 500 famílias em Gaza, onde os suprimentos de água potável atingiram um nível muito baixo.

Ao mesmo tempo, no entanto, as agências de ajuda humanitária não dispõem de proteção e acesso seguro para realizar suas operações.

Necessidades urgentes
O UNICEF e seus parceiros têm apontando as necessidades urgentes da população civil em Gaza, incluindo a falta de farinha de trigo, combustível e gás de cozinha. Com o crescente número de pessoas desalojadas no território, há uma demanda por abrigos e itens como cobertores, colchões, kits de higiene.

“Os mercados estão vazios”, disse Sajy, um dos funcionários do UNICEF que têm atuado sob condições de extrema dificuldade em Gaza. “Não se pode comprar pão, não se pode comprar leite, não se pode comprar queijo. Pão é como ouro por aqui.”

O UNICEF está em processo de enviar ajuda emergencial vinda dos seus armazéns em Copenhague (Dinamarca) e Zarka (Jordânia). Esses suprimentos – incluindo itens de higiene pessoal, tabletes para purificação de água, materiais didáticos, containeres com água e kits para recreação – devem estar prontos para envio para Gaza nos próximos dias.

Impacto psicológico
Uma questão-chave tem sido a proteção da população civil, particularmente crianças, uma vez que não há espaços seguros em Gaza e as fronteiras estão bloqueadas. Os abrigos de emergência da ONU, montados em escolas e edifícios comerciais, não foram construídos para suportar bombardeios.

Quase 800 mil crianças vêm sendo expostas à violência e à insegurança desde o começo do conflito. Muitos pais relatam que suas crianças mostram sinais de angústia.

“Eles destruíram nossa casa, e nós corremos... Nossas crianças ficaram muito assustadas”, disse um pai.

“Tenho visto o impacto psicológico em nossas crianças,” disse Sajy. “Um garoto [que eu conheço] deixou de falar. Nos últimos cinco dias, ele não pronunciou uma única palavra, depois da explosão em sua casa.”

Risco crescente
Em razão da falta de eletricidade em 75% de Gaza, muitos poços e bombas para esgoto não estão funcionando. A qualidade da água é uma preocupação até mesmo para aqueles que têm acesso a esse recurso. A falta de água potável e o transbordamento dos esgotos nas áreas residenciais aparecem como perigos iminentes para a saúde pública.

Segundo relatos, na cidade de Gaza, algumas pessoas estão saindo pelas ruas procurando água potável.

Outro motivo de crescente preocupação é o risco cada vez maior provocado por munições não deflagradas e outros perigos que colocam em risco a vida dos civis – particularmente crianças– e das equipes de ajuda humanitária e de resgate.

© UNICEF/NYHQ2009-0006/Khadivi
Em armazém do UNICEF na cidade de Zarka, Jordânia, caixas com kits de higiene aguardam transferência para a Faixa de Gaza.

Corredores humanitários
Durante as três horas de cessar-fogo ocorridas em Gaza entre os dias 7 e 8 de janeiro, o UNICEF pôde oferecer ajuda na forma de kits de saúde para clínicas e kits com água para as pessoas desalojadas. Mas foi impossível para o UNICEF levar mais suprimentos básicos em razão da onda de violência naquela área.

Enquanto as Nações Unidas congratularam o cessar-fogo, os programas de assistência emergencial precisaram atuar contra o relógio.

Uma vez que o acesso da ajuda humanitária seja restabelecido em Gaza, cinco equipes de apoio psicológico apoiadas do UNICEF conduzirão visitas aos hospitais e casas para auxiliar crianças e famílias afetadas pelo conflito. Em parceria com outras agências da ONU e de parceiros não governamentais, o UNICEF oferecerá suprimentos para instalações de assistência à saúde e acesso emergencial à educação e necessidades de proteção à criança. Oferecerá ainda apoio aos setores de água e saneamento.

“Somente com o fim do conflito, os direitos das crianças poderão ser plenamente respeitados”, disse a diretora executiva do UNICEF, Ann M. Veneman. “Enquanto isso, espaços seguros e acesso humanitário sem restrições devem ser estabelecidos em Gaza urgentemente para garantir que as crianças tenham acesso a apoio e suprimentos vitais.”

*Tim Ledwith contribuiu com esta matéria de Nova Iorque.

 

 
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