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Mortes por sarampo caem 74%

A região Mediterrânea Oriental atinge a meta três anos antes

Atlanta/Genebra/Nova Iorque/Washington, 4 de dezembro – As mortes por sarampo, em todo o mundo, caíram 74% entre 2000 e 2007: de cerca de 750 mil para 197 mil. Além disso, a região Mediterrânea Oriental*, que inclui países como Afeganistão, Paquistão, Somália e Sudão, conseguiu reduzir em notáveis 90% as mortes por sarampo (de cerca de 96 mil para 10 mil) durante o mesmo período, portanto atingindo três anos antes a meta da ONU de reduzir em 90% as mortes por sarampo até 2010.

Esse progresso foi anunciado hoje pelos parceiros fundadores da Iniciativa Sarampo: a Cruz Vermelha Americana, os Centros dos Estados Unidos para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a Fundação das Nações Unidas (UN Foundation), o UNICEF e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados serão publicados na edição de 5 de dezembro das publicações da OMS “Weekly Epidemiological Record” e do CDC “Morbidity and Mortality Weekly Report”.

“Este feito é uma recompensa pelo trabalho árduo dos países da região Mediterrânea Oriental e seu compromisso com o combate ao sarampo”, declarou a Dra. Margaret Chan, diretora-geral da OMS. “A apenas dois anos da meta de 2010, conclamo todos os países afetados pelo sarampo a intensificarem seus esforços para imunizar todas as crianças contra essa doença”.

O significativo declínio das mortes por sarampo na região Mediterrânea Oriental resultou da intensificação das campanhas de vacinação, inclusive em muitos países com áreas de difícil acesso. Em 2007, mais do dobro do número de crianças foi imunizado na região por meio de tais campanhas, em comparação com 2006.

“Os milhares de trabalhadores de saúde e voluntários das nossas famílias Cruz Vermelha e Crescente Vermelho merecem grande parte do crédito por esse sucesso. Eles dedicam seu tempo a literalmente informar, educar e motivar mães e cuidadores, de porta em porta, sobre a fundamental necessidade de vacinar as crianças”, disse Bonnie McElveen-Hunter, presidente da Junta da Cruz Vermelha Americana. “Essa mobilização ajuda-nos a atingir consistentemente mais de 90% da população vulnerável e a salvar inúmeras vidas”.

A África foi o continente que mais contribuiu para o declínio global das mortes por sarampo, respondendo por cerca de 63% da redução nas mortes mundiais ao longo do período de 8 anos. Em 2007, houve surtos de sarampo em vários países africanos devido a lacunas na cobertura de imunização, reforçando, portanto, a necessidade de um apoio continuado a esse esforço.

“É maravilhoso que tantas crianças tenham um início de vida com saúde graças ao progresso que fizemos no combate ao sarampo por meio da imunização”, declarou a Dra. Julia Gerberding, diretora do CDC. “Contudo, outras vidas infantis continuam correndo risco, e é hora de concentrarmos nossa atenção em sustentar nossos esforços de imunização nos países onde as taxas são baixas”.

O progresso realizado no Sudeste da Ásia tem sido limitado: uma queda de apenas 42% nas mortes por sarampo. Isso se deve à implementação tardia de campanhas de vacinação em escala na Índia, onde ocorrem dois terços das mortes por sarampo de todo o mundo. É essencial que a Índia assuma um compromisso político para que seja possível atingir a meta de 2010.

“O progresso feito até agora demonstra aquilo que se pode conseguir por meio de campanhas de vacinação contra o sarampo, mas muito ainda resta a ser feito”, disse Ann M. Veneman, diretora executiva do UNICEF. “É uma tragédia que o sarampo continue a matar mais de 500 crianças por dia quando existe uma vacina segura, eficaz e de baixo custo para prevenir a doença.”

O sucesso para alcançar a meta de 2010, no mundo, depende de assegurarmos que todas as crianças recebam duas doses da vacina contra o sarampo (inclusive uma dose ao completarem 1 ano de idade), de fortalecermos os sistemas de vigilância da doença e de oferecermos tratamento eficiente contra o sarampo.

“O progresso também depende de eliminarmos a considerável lacuna financeira”, declarou Cathy Calvin, vice-presidente executiva e chefe de operações da UN Foundation. “Essa lacuna é da ordem de US$ 176 milhões para 2009-2010, dos quais US$ 35 milhões são urgentemente necessários para 2009. Se houver financiamento contínuo e um maior compromisso por parte dos países, conseguiremos manter nosso progresso e atingir nossa meta até 2010. Pedimos aos nossos apoiadores que permaneçam conosco e firmemente encorajamos novos apoiadores a unir-se aos nossos esforços para salvar vidas.”

Antecedentes
A Iniciativa Sarampo é uma parceria destinada a reduzir as mortes por sarampo globalmente. Lançada em 2001, a Iniciativa (liderada pela Cruz Vermelha Americana, a Fundação das Nações Unidas, os Centros dos Estados Unidos para Controle e Prevenção de Doenças, o UNICEF e a Organização Mundial da Saúde) oferece apoio técnico e financeiro a governos e comunidades para a realização de campanhas de vacinação e vigilância de doenças em todo o mundo. A Iniciativa tem apoiado a vacinação de mais de 600 milhões de crianças em mais de 60 países, ajudando a reduzir as mortes por sarampo em 74% globalmente e em 89% na África (comparado com o ano 2000).

Outros parceiros fundamentais na luta contra o sarampo são Becton, Dickinson & Co, a Fundação Bill & Melinda Gates, a Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a Aliança GAVI, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a Fundação Izumi, a Fundação Família Kessler, Merck Co., Fundação Vodafone, assim como os países e governos afetados pelo sarampo.

(*) Os países da região Mediterrânea Oriental são: Afeganistão, Arábia Saudita, Barein, Catar, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Marrocos, Omã, Paquistão, Síria, Somália, Sudão e Tunísia.

Para mais informações, entre em contato com:
Hayatee Hasan, OMS, Genebra, +41 79 351 6330, hasanh@who.int
Christian Moen, UNICEF, Nova Iorque, +1 212 326 7516, cmoen@unicef.org
Christy Feig, Cruz Vermelha Americana, Washington, DC,
+1 202 303 5074, feigc@usa.redcross.org
Steven Stewart, CDC, Atlanta, +1 404 639 8327, znc4@cdc.gov
Amy DiElsi, UN Foundation, Washington, DC,
+1 202 419 3230, adielsi@unfoundation.org

 

 
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