Imprensa

Notícias

Notícias de 2013

Notícias de 2012

Notícias de 2011

Notícias de 2010

Notícias sobre o Haiti

Notícias de 2009

Notícias de 2008

Notícias de 2007

Concurso Adobe Youth Voices Aspire Awards UNICEF Challenge

Concurso infanto-juvenil de vídeos de um minuto

Materiais para radialistas

Dia Internacional da Criança no Rádio e na TV

Discursos do Representante do UNICEF no Brasil

Artigos

Outros discursos

Expresso 227

Contatos

 

Declaração Conjunta sobre Saúde da Mãe e do Recém-Nascido

Acelerando as medidas para salvar a vida de mulheres e recém-nascidos

Hoje, 25 de setembro de 2008, no momento em que os líderes mundiais participam da Reunião de Alto Nível sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), nós nos comprometemos conjuntamente a intensificar nosso apoio aos países com vistas a alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 5 (Melhorar a saúde materna), o ODM que menos avançou até agora.

Nos próximos cinco anos, reforçaremos o apoio aos países com as mais altas taxas de mortalidade relacionadas à maternidade. Apoiaremos esses países a fim de que fortaleçam seus sistemas de saúde e consigam alcançar as duas metas do ODM 5, ou seja, reduzir o índice de mortalidade materna em 75% e oferecer acesso universal aos serviços de saúde reprodutiva até 2015. Nossas ações conjuntas também contribuirão para alcançar o ODM 4 (Reduzir a mortalidade infantil).

Cada minuto, uma mulher morre por causas relacionadas à gravidez ou ao parto: são mais de 500.000 vidas por ano. E cada ano, mais de um milhão de recém-nascidos morre nas primeiras 24 horas de vida, por falta de assistência qualificada. A mortalidade materna é o principal sinal de iniqüidade em saúde em todo o mundo; 99% dos problemas relacionados à maternidade ocorrem em países em desenvolvimento, metade deles na África. No Niger, uma mulher tem uma em 7 probabilidades durante toda a vida de vir a morrer por causas relacionadas à gravidez, enquanto essa taxa na Suécia é de uma em 17.400.

Felizmente, é possível evitar a grande maioria das mortes de mães e de recém-nascidos graças a intervenções de eficácia comprovada destinadas a assegurar que todas as gestações sejam desejadas, e que todos partos sejam realizados sem risco.

Colaboraremos com os governos e as organizações da sociedade civil a fim de fortalecer a capacidade nacional para:

• Realizar levantamentos sobre as necessidades e assegurar que os planos de saúde sejam sensíveis aos ODM e se orientem por seus resultados;
• Calcular os custos dos planos nacionais e mobilizar rapidamente os recursos necessários;
• Ampliar a cobertura dos serviços de saúde de qualidade a fim de assegurar o acesso universal à saúde reprodutiva, especialmente no que concerne o planejamento familiar, a assistência ao parto por pessoal qualificado e assistência emergencial, obstétrica e ao recém-nascido, estabelecendo vínculos com a prevenção e o tratamento do HIV;
• Aumentar urgentemente o contingente de agentes de saúde qualificados, particularmente parteiras;
• Superar as barreiras financeiras que dificultam o acesso aos serviços, especialmente pelas pessoas mais pobres;
• Atacar as causas profundas da mortalidade e da morbidade relacionadas à maternidade, entre elas a desigualdade de gênero, o baixo acesso à educação (especialmente por parte das meninas), o casamento precoce e a gravidez na adolescência;
• Fortalecer os sistemas de monitoramento e avaliação.

Conclamamos os Estados Membros para, daqui até o ano 2015, acelerarem as ações destinadas a oferecer saúde reprodutiva, assegurando assim a saúde das mães e dos recém-nascidos.  Todos juntos, conseguiremos alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 4 e 5.

Ann Veneman
Diretora Executiva, UNICEF

Margaret Chan
Diretora-Geral, OMS

Thoraya Ahmed Obaid
Diretora Executiva, UNFPA

Joy Phumaphi
Vice-presidente de Desenvolvimento Humano, Banco Mundial

 

 
unite for children