Saúde e educação para o mundo erê
São Luís, 11 de abril – Nesta sexta-feira, será lançada em São Luís a cartilha Eko Ilerá: Um olhar para uma educação e saúde que valorize a ancestralidade afro-brasileira, destinada a gestores e profissionais das áreas de educação e saúde. Na língua africana iorubá, erê significa criança. Eko é saúde e ilerá, educação. Com essa inspiração, surgiu o projeto Eko Ilerá: (re)construindo o mundo erê, que busca garantir o direito à saúde e à educação de cada criança quilombola maranhense. Realizado pelo Akoni – Centro de Formação para a Cidadania, em parceria com o UNICEF, o projeto começou em 2007 em 12 municípios do Semi-árido maranhense e encerra esta semana sua primeira etapa de trabalho. Esse momento será marcado com o lançamento da cartilha Eko Ilerá: um olhar para uma educação e saúde que valorize a ancestralidade afro-brasileira. O evento será realizado nesta sexta-feira, dia 11 de abril, às 18h, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, no centro histórico de São Luís. A publicação foi produzida a partir dos conteúdos trabalhados com os profissionais da área de educação e saúde dos 12 municípios envolvidos no projeto – Codó, Anapurus, Santa Quitéria, Coelho Neto, Chapadinha, Duque Bacelar, Belágua, Loreto, São João dos Patos, Nina Rodrigues, São Benedito do Rio Preto e Urbano Santos. “Nosso objetivo é apoiar os gestores e os profissionais locais para que transformem em realidade a Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Africanas no currículo da Educação Básica, bem como a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra” explica Lúcia Pacheco, uma das coordenadoras do Akoni. A coordenadora do escritório do UNICEF em São Luís, Eliana Almeida, ressalta que os indicadores sociais se agravam muito quando enfocamos o universo de crianças negras, especialmente as quilombolas. “A mortalidade infantil, por exemplo, chega a ser 40% maior do que entre as crianças brancas. Precisamos enfrentar essa desigualdade e valorizar a diversidade.” Em sua primeira parte, a cartilha traça a trajetória histórica da população afro-descendente, dando destaque à cultura e à religiosidade herdada dos africanos, suas contribuições para a formação do Brasil, os heróis negros da resistência contra a escravidão não citados nos livros didáticos. A segunda parte trata da saúde, com uma breve contextualização do processo saúde versus doença da população negra até a criação da Política de Saúde Integral da População Negra, destacando as doenças prevalecentes na população negra, como a anemia falciforme. A publicação contou com a colaboração de diferentes pesquisadores e militantes do movimento negro, incluindo educadores, antropólogos, historiadores e terapeutas ocupacionais – que estarão presentes no lançamento. Durante o evento, os municípios também serão convidados a relatar as experiências que já estão desenvolvendo. Agenda Mais informações: UNICEF São Luís
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