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UNICEF faz apelo por U$856 milhões para ajudar crianças e mulheres em situação de emergência

© UNICEF/HQ08-0038/Thierry Delvigne-Jean
Uma funcionária do UNICEF com uma menina deslocada devido às cheias no Centro de Reassentamento de Baue, no Distrito de Mutarara. O centro foi estabelecido depois das cheias do ano 2007.

Genebra, 12 de fevereiro – O UNICEF lançou hoje seu Relatório sobre Ação Humanitária 2008, conclamando doadores a oferecerem US$ 856 milhões para prestar assistência a crianças e mulheres vitimadas por emergências em 39 países ao redor do mundo. O relatório inclui países atualmente afetados por graves crises políticas, como o Chade, onde milhares de famílias tentam escapar dos confrontos que ocorrem na capital N’Djamena, ou o Quênia e outros países onde as notícias sobre os conflitos já não aparecem mais nas manchetes. Também constam do relatório os países afetados por desastres naturais, como as enchentes em Moçambique, e são descritas as atividades de apoio do UNICEF, bem como as necessidades financeiras para fazer face às despesas com assistência às mulheres e crianças afetadas.

“Apesar de os conflitos serem tradicionalmente as principais causas de situações humanitárias, a freqüência e gravidade das enchentes, ciclones, deslizamentos de terra, tempestades tropicais e outros desastres naturais vêm aumentando, e ameaçam as vidas e os meios de vida em todos os continentes”, declarou Hilde Johnson, Diretora Executiva Adjunta do UNICEF numa entrevista coletiva em Genebra. “O fato mais comum é que crianças e mulheres continuam a carregar o fardo dos conflitos e deslocamentos”.

O relatório fala dos conflitos que quase sempre acompanham as catástrofes naturais, mesclando diferentes tipos de desastre e reforçando o impacto negativo, particularmente sobre crianças e mulheres. Por exemplo, no Quênia, as pessoas já estavam sendo afetadas pela seca e pelo HIV/aids quando eclodiu a crise política após as eleições de dezembro de 2007.

Outra preocupação abordada pelo relatório refere-se ao fato de mulheres e crianças estarem sendo cada vez mais vítimas de estupros, prática comum usada como arma de guerra por vários grupos.

“Devemos assegurar que as crianças e as mulheres estejam a salvo de tais atrocidades, e levar à Justiça os responsáveis por tais crimes”, enfatizou a Sra. Johnson.

De acordo com o relatório, muitas vezes o número de vítimas diminui como resultado de uma melhor preparação por parte dos países afetados pelas emergências. Por exemplo, o ciclone Sidr ceifou 1.400 vidas humanas ao atingir Bangladesh em novembro de 2007. Ainda é um número inaceitável, mas comparado aos ciclones de 1970 e 1991, que mataram 500 mil e 140 mil pessoas respectivamente, indica uma melhor capacidade de enfrentar grandes desastres naturais.

O relatório apresenta as lições aprendidas a partir do tsunami de 2004, que incluem uma coordenação mais eficiente entre os responsáveis em todos os níveis; mecanismos de financiamento mais eficazes, tais como o Fundo Central de Resposta a Emergências, que permitem à ONU reagir mais rapidamente; e uma melhor preparação das comunidades para identificar os sinais de alerta.

“A experiência nos ensina que as comunidades e as famílias devem possuir conhecimento e capacidade para se prepararem melhor para enfrentar os desastres”, declarou a Sra. Johnson. “É fundamental estabelecer parceria com as comunidades, governos, agências da ONU, ONGs e o setor privado não apenas para oferecer a assistência necessária, mas também para oferecer informações que podem salvar vidas”.

Moçambique é um bom exemplo de como uma melhor coordenação e uma parceria local mais forte podem resultar em melhor preparação para responder a emergências. Pela segunda vez no espaço de um ano, Moçambique sofreu com grandes inundações. Mais da metade da população afetada é formada por crianças, que são vulneráveis a traumas, fome e doenças transmitidas pela água, tais como a diarréia. A comunidade humanitária, por meio de um enfoque localizado, mobilizou imediatamente os recursos após as autoridades moçambicanas declararem “alerta vermelho” para evacuar as populações que viviam nas comunidades afetadas pela enchente. Os mecanismos de alerta precoce e os suprimentos de emergência pré-posicionados permitiram uma resposta rápida para ajudar as 95 mil pessoas (a maior parte mulheres e crianças) que haviam fugido das enchentes em quatro províncias.

O Relatório sobre Ação Humanitária 2008 também aponta a difícil situação em que se encontram as mulheres e as crianças de muitos países que também enfrentam emergências menos divulgadas. No Leste e Centro da África, por exemplo, a combinação de conflitos, desastres naturais e pobreza continua a criar insegurança e instabilidade. Só no Leste da África, cerca de um milhão de pessoas fugiram dos conflitos e a subnutrição torna-se um sério risco para as crianças menores. Na República Democrática do Congo, para a qual o UNICEF solicita US$ 106 milhões, mais da metade das mortes de crianças pequenas é causada pela desnutrição.

O Sudão é o único outro país para o qual o UNICEF solicita mais de US$ 100 milhões. Apesar dos amplos esforços de recuperação e desenvolvimento, grandes grupos populacionais continuam a sofrer, especialmente em Darfur. O número de pessoas deslocadas internamente em Darfur aumentou para 2,1 milhões, e os conflitos armados diários ameaçam a segurança e a sobrevivência de grande parte da população civil. O atual conflito também está afetando toda a região, inclusive a República Centro-Africana e o Chade, onde milhares de crianças precisam urgentemente de assistência e proteção. Os programas apoiados pelo UNICEF no Sudão, que totalizam mais de US$ 150 milhões, destinam-se a oferecer saúde, nutrição e educação, aumentar o acesso à água potável e saneamento, e promover a proteção infantil e ação contra as minas.

No ano passado, graças ao aumento nas contribuições recebidas por meio de novos mecanismos de financiamento, tais como o Fundo Central de Resposta a Emergências, o UNICEF recebeu 52% dos fundos solicitados. O UNICEF deseja continuar trabalhando com todos os doadores e parceiros para aumentar a eficiência da preparação para responder aos desastres.

Para mais informações, contatar UNICEF Genebra:
Veronique Taveau: : +41 22 909 5716, +41 792169401, vtaveau@unicef.org

 

 
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