Jovens maranhenses dizem “não” ao trabalho escravo
São Luís, 7 de fevereiro – Ser trabalhador escravo é uma realidade vivida por muitos jovens da região da Baixada Campos e Lagos Maranhense. Em busca de sobrevivência, deixam sua terra e vão para os canaviais do Sudeste e Centro-Oeste do País. Para tentar mudar esse cenário, a Rede de Jovens Comunicadores, atuante na baixada maranhense, lança a campanha de rádio Diga Não ao Trabalho Escravo, com spots e entrevistas de denúncia e prevenção da exploração do trabalho juvenil. A campanha Diga Não ao Trabalho Escravo foi discutida e produzida durante as oficinas do Programa de Comunicação Educativa, realizadas com apoio do UNICEF, Fundação Kellog e Oi Futuro. Mais de 150 jovens participaram das atividades, experimentando uma nova maneira de fazer e compreender a comunicação, garantida como direito de cada um. “Quase toda semana, dezenas de ônibus transportam centenas de jovens trabalhadores para fazendas em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, ludibriados por propostas que parecem ser atraentes e promissoras. Mas acabam submetidos a condições desumanas, análogas à escravidão, que deveria ter sido extinta do País no século XIX, mas que na prática não mudou”, informa a Rede de Jovens Comunicadores. A Rede é ligada ao Conjunto Integrado de Projetos Jovem Cidadão, coordenado pela ONG Formação, que desde 1999 atua nessa região do Maranhão, principal fonte de mão-de-obra escrava do País. “Queremos falar especialmente com os jovens moradores da região. O objetivo da campanha é prevenir o trabalho escravo e discutir com o jovem novas alternativas de vida em seu próprio território”, ressalta Fábio Cabral, coordenador da área de Comunicação Educativa da ONG. Mais informações:
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