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Livro reúne experiências de enfrentamento da violência

Salvador, 17 de dezembro – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Fórum Comunitário de Combate à Violência (FCCV) lançam o livro “Direitos Humanos no Combate à Violência: Ações com Adolescentes e Jovens”, na próxima terça-feira (18/12), às 16h, no Museu de Arte Sacra da Bahia (Rua do Sodré, s/n, Centro).

A programação do evento prevê performances de grupos artísticos e a apresentação dos principais pontos da publicação, como estatísticas e experiências bem-sucedidas de afirmação dos direitos humanos, voltadas para o enfrentamento da violência e a promoção da cidadania de adolescentes e jovens. O Fórum também levantará sugestões para o fortalecimento de políticas sociais de segurança pública, saúde e educação, e uma proposta metodológica para o monitoramento destas políticas, com foco na garantia dos direitos da infância e adolescência.

O livro sistematiza os mais importantes resultados e conclusões do Fórum em 11 anos de atuação na capital baiana. “Nosso objetivo é contribuir para a melhoria dos serviços públicos da cidade, no que diz respeito ao enfrentamento da violência, especialmente contra crianças e adolescentes, e ao acolhimento das vítimas”, diz Ruy Pavan, coordenador do UNICEF para os Estados da Bahia e Sergipe.

Em Salvador, a violência é a primeira causa de morte de adolescentes e jovens e a segunda da população em geral. Estatísticas apontam uma distribuição desigual da violência por raça e estratos sociais. De acordo com dados do FCCV, de 1998 a 2004, 68,5% das vítimas de homicídio na cidade tinham entre 15 e 29 anos e eram, em sua maioria, negros e pobres. No ano de 2004, a proporção de negros entre as vítimas de homicídios chegou a 95,6%.

Além das perdas de vidas humanas e da instalação de uma atmosfera de medo, a violência acarreta significativos custos para o Estado. Segundo dados do Grupo de Estudo em Violência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2004, o setor de saúde destinou R$ 206 milhões para o tratamento de vítimas de agressões e R$ 769 milhões para vítimas de acidentes de trânsito.

“O Fórum dá uma contribuição crucial no enfrentamento da violência em Salvador ao promover a conscientização das pessoas em relação aos direitos humanos, constantemente violados na cidade. Não podemos pensar em um cenário de minimização desse problema, sem reduzir desigualdades e assegurar os direitos à vida, à saúde, à liberdade e à segurança” afirma Anaéli Bastos, consultora do UNICEF que escreveu o livro em parceria com Ney Wendell, professor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

De acordo com Wendell, projetos desenvolvidos por entidades ligadas ao FCCV em comunidades populares de Salvador, entre 2000 e 2006, utilizaram a metodologia da arte-educação e contribuíram para o fortalecimento da auto-estima e da participação de adolescentes e jovens. ”A arte pode ser utilizada numa perspectiva educacional para a formação de consciências cidadãs e a criação de canais de expressão afetiva, favorecendo a criação da cultura da não-violência”, diz.

Segundo Heloniza Costa, membro do grupo gestor do Fórum, a atuação multissetorial centrada na arte e na educação é uma referência para a definição de políticas de enfrentamento da violência. “A maior parte das meninas e meninos envolvidos nos projetos está desenvolvendo ações de forma autônoma em suas comunidades, ou atuando em universidades e órgãos públicos”, diz.

O Fórum Comunitário de Combate à Violência é uma instância permanente de articulação de vontades, esforços e recursos públicos e privados, em torno do objetivo de propor e acompanhar políticas e ações destinadas ao controle da violência em Salvador. Criado em 1996, a partir da constatação de que o fenômeno é um problema de saúde pública, o Fórum agrega projetos, entidades do governo e da sociedade civil organizada, grupos organizados de adolescentes e jovens, organismos internacionais e universidades que trabalham direta ou indiretamente com a questão.

Outras informações: UNICEF (71 3183-5700) e FCCV (71 3247-7101)

 

 
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