Líderes religiosos, governos e UNICEF: Juntos, no Rio de Janeiro, para garantir os direitos de crianças e adolescentes que vivem com o HIV
Rio de Janeiro, 1º de dezembro – Qual é a sua atitude? Esse foi o tema escolhido para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro, no Brasil. Além disso, a indagação busca provocar uma reflexão sobre como os adolescentes e a sociedade brasileira têm-se comportado diante do HIV. Uma série de eventos de mobilização ocorreu em todo o País. O mais importante deles teve como palco um dos principais cartões postais do Brasil e uma das sete novas maravilhas do mundo: o Cristo Redentor, localizado no Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro. Um grande laço vermelho de aproximadamente 10 metros de altura foi montado na base da estátua para a realização de uma cerimônia que comemorou a data. O laço, conhecido em todo o mundo, é um símbolo de solidariedade àqueles que vivem com o HIV/aids. O evento contou com a celebração de um culto ecumênico, que reuniu, entre outros, representantes católicos, protestantes, mulçumanos e de religiões afro-brasileiras. Todos esses líderes religiosos uniram-se para expressar a importância da prevenção e pelo fim da discriminação das pessoas que vivem com o vírus da aids. A cerimônia foi presidida pelo Cardeal Arcebispo do Rio Janeiro, Dom Eusébio Oscar Scheid. Além da presença de adolescentes que trabalham em projetos de prevenção, compareceram ao evento jovens que vivem com o vírus. “Nós costumávamos nos esconder para morrer, mas agora estamos aparecendo para viver”, declarou um adolescente soropositivo, sinalizando uma mudança positiva no comportamento da sociedade brasileira perante o problema. Juntaram-se a esses adolescentes representantes dos governos federal e estadual, da sociedade civil, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (UNAIDS). O UNICEF apoiou a organização do evento e foi representado pelo Diretor Regional para a América Latina e o Caribe, Nils Kastberg, e pela Representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier. A cerimônia contou, também, com a participação de um coral de crianças da cidade.
O HIV no Brasil – Em julho de 2007, o Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, lançou uma atualização do Boletim Epidemológico, que mostrou que, entre 1980 e meados de 2007, 474,2 mil casos de HIV foram registrados. Desse total, 289 mil foram na Região Sudeste; 89,2 mil, no Sul; 53,1 mil, no Nordeste; 26,8 mil, no Centro-Oeste; e 16,1 mil, no Norte. Segundo o estudo, a epidemia está se estabilizando nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Por outro lado, no Norte e no Nordeste, há ainda uma tendência de crescimento. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de prevalência do HIV na população entre 15 e 49 anos é de 0,6%. Em 2006, dados preliminares mostraram que 32,6 mil novos casos de HIV foram registrados, o que confirma a tendência de queda no número de casos. Essa tendência foi observada pela primeira vez em 2002, quando 38,8 foram registrados. No ano de 2005, em cada grupo de 100 mil habitantes, 19,5 viviam com o HIV. No ano seguinte, esse mesmo indicador caiu para 17,5/100 mil. Entretanto, acontece no País uma clara feminização da epidemia. Entre os adultos, há 1.5 homem para cada mulher com o HIV. Há 20 anos, essa mesma relação era de 25 para 1. Entre adolescentes, a tendência já se inverteu e encontra-se em 1,5 garota para cada garoto com HIV. Pela primeira vez, o Boletim Epidemológico traz informações sobre o número de pessoas que foram diagnosticadas com o HIV em 2000 e continuam vivas. Os números regionais são: no Sudeste, 90%; no Sul, 82%; no Nordeste, 81%; no Centro-Oeste, 80%; e no Norte, 78%. Para mais informações:
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