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Adolescentes e jovens alertam para corrupção, discriminação racial e falta de segurança

Estudo com mais de 3 mil adolescentes e jovens do Brasil traz subsídios para políticas públicas

Brasília, 28 de novembro – Os políticos e a corrupção são o que mais envergonham os adolescentes brasileiros. Trinta e sete por cento dos jovens de 15 a 19 anos manifestaram essa posição na pesquisa de âmbito nacional Adolescentes e jovens do Brasil: participação social e política, realizada pelo UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Instituto Ayrton Senna e Fundação Itaú Social. O estudo foi lançado nesta quarta-feira, 28 de novembro, no auditório do Anexo do Palácio do Planalto, durante a reunião do Conselho Nacional de Juventude.

Outros temas polêmicos foram citados. A segurança pública também não é motivo de orgulho para 20% dos adolescentes. Da mesma forma, o racismo e a discriminação racial foram apontados por 17% dos entrevistados como responsáveis pelos problemas sociais brasileiros.

A pesquisa Adolescentes e jovens do Brasil, sob responsabilidade do Ibope Opinião, tem o objetivo de estimular um processo participativo e contribuir com as ações de promoção dos direitos dessa parcela da população. O Brasil tem 17,9 milhões de habitantes entre 15 e 19 anos. São adolescentes e jovens com alto potencial de participação na vida produtiva, cultural, social e política do País.

Diante dos problemas, os adolescentes também buscam soluções. O estudo mostra que 16% deles já participaram ou participam de algum grupo, ONG ou projeto social. Mais do que esperar ações do governo, eles demonstram um desejo de fazer parte do processo de transformação social.

Foram entrevistados 3.010 adolescentes moradores de capitais e do interior de todas as regiões brasileiras e 210 indígenas de 15 municípios. Para a pesquisa qualitativa, também foram ouvidos 42 adolescentes de oito capitais e duas cidades do interior, e organizados dez grupos de discussão com jovens que já exerceram algum tipo de liderança. Juntos, esses componentes revelam a percepção da adolescência em relação ao que consideram prioridades para o desenvolvimento do País e apontam caminhos importantes para a formulação e implementação de políticas públicas que envolvem a faixa etária entre 15 e 19 anos. Em geral, os entrevistados expressam uma visão crítica em relação ao País.

Entre os indígenas entrevistados, evidencia-se uma visão mais positiva em relação ao povo brasileiro, aos seus professores e a sua comunidade. A questão ambiental está no centro de suas preocupações. É esse o grupo que mais se sente discriminado e que enfrenta as maiores dificuldades na obtenção de um trabalho formal.

Iniciativas de diversas organizações não-governamentais foram citadas na publicação para ilustrar o potencial de participação dos adolescentes em sua comunidade, escola, família, indicando algumas estratégias positivas de transformação social. Os temas levantados pelo estudo também são comentados por especialistas e pesquisadores e complementados por informações oferecidas por outras fontes. Uma dessas experiências – o Programa SuperAção Jovem, do Instituto Ayrton Senna – aplicou o mesmo questionário da pesquisa Adolescentes e jovens do Brasil entre seus participantes. O programa, desenvolvido em escolas públicas brasileiras, procura ampliar as oportunidades educativas e apoiar uma postura participativa dos adolescentes em relação à sua escola e sua comunidade.

Mais do que gerar dados estatísticos, Adolescentes e jovens do Brasil inicia um processo de consulta a ser continuado por iniciativas de organizações governamentais e não-governamentais. Os dados apresentados podem trazer subsídios para práticas participativas e políticas de saúde, educação, profissionalização, justiça, cultura e esporte, capazes de proporcionar uma vivência plena da adolescência e juventude no País, com envolvimento das famílias, dos próprios adolescentes e jovens e de suas comunidades.

Conheça os resultados da pesquisa

Contatos para imprensa:
Gilberto Nascimento
Telefones: (61) 8166 1635 e (61) 3035 1994
E-mail: gnascimento@unicef.org

 

 
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