UNICEF apóia governo brasileiro para reduzir a taxa de transmissão do HIV e da sífilis na infânciaBrasília, 24 de outubro – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apóia o Ministério da Saúde na implementação do Plano Nacional de Redução da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis, lançado nesta quarta-feira (24/10), no auditório do Ministério da Saúde, em Brasília. Essa ação mobilizará governos federal, municipal e estadual em torno de projetos de prevenção e cuidados para eliminar a sífilis congênita e reduzir a próximo de zero a transmissão do HIV da mãe para o bebê durante a gravidez, parto e ou amamentação. As metas estabelecidas pelo plano devem ser cumpridas até 2011. O anúncio foi feito pelo Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e contou com a participação da oficial de projetos do UNICEF Daniela Ligiéro. O UNICEF está apoiando o Programa Nacional de DST e Aids na capacitação de profissionais de saúde e mobilização de gestores, com foco nas regiões Norte e Nordeste, onde as taxas de transmissão vertical são as mais altas. Esses profissionais são fundamentais para garantir um pré-natal de qualidade, pois, se diagnosticada e tratada durante a gravidez, a mulher é curada da sífilis e não transmite a doença para o bebê. Em relação ao HIV, não há cura para a futura mãe, mas, com o tratamento, as chances de o bebê nascer com aids são reduzidas para menos de 1%. O UNICEF apoiou também o programa na aquisição de testes rápidos para serem oferecidos em regiões de difícil acesso ao diagnóstico, como a Região Norte. A transmissão vertical do HIV é a principal causa dos casos de aids em crianças com até 12 anos. Garantir o acesso ao teste de HIV para todas as gestantes é essencial para acabar com a transmissão vertical. No Brasil, os desafios são grandes. Estima-se que 0,4% das gestantes brasileiras vivam com HIV e 1,6% tenham sífilis. O que agrava ainda mais a situação é o fato que a maior parte não sabe que é soropositiva. Para ajudar o País a dar uma resposta positiva ao problema, o UNICEF tem como uma das prioridades em seu trabalho no Brasil, até 2011, proteger crianças e adolescentes do HIV/aids. Para mais informações
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