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Adolescente utiliza metodologia do projeto Raízes do Futuro para melhorar sua escola

© Cieds

Nascida no município baiano de Ponto Novo, a adolescente Ione Mascarinha dos Santos vive em São Paulo há sete anos com a mãe, o padrasto e uma irmã mais nova. As dificuldades que enfrenta em sua escola e na comunidade faziam com que desejasse tomar uma atitude, mas não conseguia, porque esbarrava na timidez e se abatia com a falta de iniciativa dos colegas.

Mas foi em uma das atividades do projeto Raízes do Futuro que ela descobriu uma maneira de articular um movimento em busca de melhorias para sua escola. Inspirada pelo Método Altadir de Participação Popular (MAPP), conduzido pelas organizações do projeto, coletou, com as amigas, todos os problemas encontrados na escola, sistematizou-os e elaborou um documento que foi entregue à coordenação.

Aluna do 2º ano do ensino médio em Parelheiros, na zona sul de São Paulo, e do curso preparatório para o mercado de trabalho oferecido pela Associação Beneficente Vivenda da Criança, ela conta ter ficado revoltada ao ver que, como resposta, a coordenadora da escola atribuiu a responsabilidade pelas carências da escola aos próprios alunos. "Eu não queria entrar em debate com a coordenadora da escola, mas ela jogou a culpa toda em cima dos alunos, dizendo que fomos nós que destruímos tudo", conta.

A resposta da coordenadora não a desestimulou. Ao contrário, fez com que traçasse novas metas: aperfeiçoar o uso da internet como meio de reivindicação e voltar a conversar com a direção da escola. "Eu vou falar com ela de novo. Porque precisa de mudança! Por exemplo, cadeirante não pode estudar lá". Sobre acessibilidade, Ione indica a preocupação não só com a falta de infraestrutura na escola para os alunos atuais, mas também com os que estão por vir, como sua prima, que em 2014 mudará de escola e, por conta dessa falta de acessibilidade, terá de percorrer um longo trajeto até a nova.

Segundo Ione, a falta de professores é grande na escola, o que faz com que todos percam aulas e voltem para casa mais cedo. "Outro problema: na porta do banheiro eu nunca vi um trinco, o que é muito mais grave para meninas, porque vem alguém e abre a porta e você fica sem reação", relata.

Ione destaca a importância do estímulo das educadoras da Vivenda da Criança nesse processo de descoberta de si mesma: "Eu era uma menina muito tímida. Aí no dia em que a professora falou do Raízes do Futuro, eu fiquei pensando, pensando, e tomei a atitude".

Inserida no projeto Raízes do Futuro, ela faz parte dessa iniciativa do UNICEF e do Barclays que busca o desenvolvimento de habilidades e competências para inserção no mercado de trabalho de mais de 500 adolescentes e jovens das regiões Oeste, Sul e Norte da cidade de São Paulo.

 

 
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