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Quando o esporte transforma vidas

© UNICEF/BRZ/Ratão Diniz
“Há dificuldades, claro, mas, para quem quiser participar, a recompensa é maravilhosa”, diz Bruna Alvarenga, 15 anos, participante da Rede de Adolescentes e Jovens pelo Esporte (Rejupe).

Rio de Janeiro, 30 de março – A deficiência auditiva nunca impediu Bruna Alvarenga, 15 anos, de fazer o que ela mais gosta: praticar esportes. Na verdade, fazer judô e jogar vôlei e futebol têm ajudado Bruna a se desenvolver e a superar barreiras.

Uma delas foi o trauma sofrido com a tragédia ocorrida em sua escola no ano passado. Um ex-aluno invadiu o colégio Tasso da Silveira com uma arma e assassinou 12 estudantes. Bruna não gosta de tratar desse assunto. Mas seus olhos brilham quando perguntamos sobre seu tema favorito.

Por meio da prática esportiva, Bruna ficou mais confiante e tem participado de iniciativas para melhorar as condições de vida de outros adolescentes com deficiência.

Desde julho do ano passado, a estudante vem ajudando a levar informações sobre cuidados com a saúde para adolescentes e jovens que vivem em comunidades populares do Rio de Janeiro. Essa mobilização é feita por meio da Rede de Adolescentes Promotores da Saúde (RAP da Saúde), que capacita jovens dessas comunidades para que atuem como promotores de saúde.

A iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro se articula com as ações da Plataforma dos Centros Urbanos, do UNICEF, que já beneficiou meninas e meninos de 63 comunidades do município do Rio de Janeiro.

Rede de adolescentes pelo esporte – Bruna agora quer fazer com que mais crianças e adolescentes possam desenvolver todo o seu potencial por meio do esporte. Desde a semana passada, ela faz parte da Rede de Adolescentes e Jovens pelo Esporte (Rejupe), iniciativa apoiada pelo UNICEF e criada em abril do ano passado. A rede conta com a parceria técnica do Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania (Iidac) e com o apoio de governos e organizações da sociedade civil.

O objetivo da rede é garantir que jovens lideranças como ela sejam ouvidas e participem das discussões sobre o legado social megaeventos esportivos que serão realizados no Brasil em 2014 (Copa do Mundo) e 2016 (Olímpiadas e Paraolimpíadas).

© UNICEF/BRZ/Ratão Diniz
No Rio de Janeiro, Bruna Alvarenga, 15, e outros 30 adolescentes da Rede de Adolescentes e Jovens pelo Esporte (Rejupe) discutiram o legado social dos megaeventos com Sir Sebastian Coe, presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres 2012.

Bruna participou do primeiro encontro da Rejupe no Rio no último dia 20 de março com outros 30 jovens e adolescentes.

No encontro, os integrantes da Rede discutiram propostas para a construção do legado social da Copa do Mundo que será realizada no Brasil.

O time da Rejupe contou com um reforço especial na sua estreia: o presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres 2012, Sir Sebastian Coe, que estava no Brasil para participar de encontros com autoridades e organizações brasileiras.

Sir Sebastian Coe foi convidado a participar do encontro para discutir temas como a participação dos adolescentes e jovens na organização dos Jogos Olímpicos/Paraolímpicos em Londres e no Rio de Janeiro e a construção do legado social desses eventos.

A troca de ideias com Sebastian Coe ajudou os adolescentes a planejarem suas atividades para a promoção do esporte seguro e inclusivo nas escolas e comunidades.

“É fantástico ver os jovens engajados na promoção dos esportes para outros jovens de suas comunidades”, disse Coe após o encontro. “É isto que queremos: realizar Jogos Olímpicos que inspirem as pessoas.”

Bruna ficou entusiasmada com o encontro e com a possibilidade de trocar ideias com o presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres. “Ele é uma referência. A experiência de Sebastian Coe no atletismo acrescentou muita coisa para todos.”

A reunião da Rejupe no Rio de Janeiro foi a segunda da série de encontros da rede que serão promovidos pelo UNICEF nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 até o final de abril deste ano.

Durante cada um dos encontros, os adolescentes conhecerão o planejamento dos municípios para a Copa de 2014 e deverão elaborar propostas para promoção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes no esporte e por meio do esporte.

“O esporte me trouxe mais vida”, diz Bruna, com o apoio de uma intérprete de Libras. “Há dificuldades, claro, mas, para quem quiser participar, a recompensa é maravilhosa.”

 

 
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