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Evolução do IDI entre 1999 e 2004

Comparando o IDI nacional dos anos de 1999 e de 2004, vemos que, nesse período, houve uma melhoria significativa: o valor saltou de 0,61 para 0,67, um acréscimo de quase 10%.

Entretanto, para efeito de interpretação, com base na mesma classificação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), esse valor ainda é considerado um padrão médio de desenvolvimento infantil.

Em termos regionais, os valores do IDI refletem as condições históricas de desenvolvimento socioeconômico do País. Nas regiões menos favorecidas, como o Norte e o Nordeste, o índice é significativamente mais baixo que a média nacional. Nessas duas grandes regiões, a melhora foi mais expressiva que no restante do País, apresentando acréscimo em torno de 15%. Esse avanço pode estar associado às políticas sociais ali implementadas, que têm beneficiado as famílias e as crianças residentes em regiões mais carentes. Já no Sudeste e no Sul, o IDI alcançado também é considerado de padrão médio de desenvolvimento (0,75 e 0,73, respectivamente), bem acima do índice nacional.

Mantendo a tendência regional, o IDI 2004 também melhorou em relação ao de 1999 em praticamente todas as Unidades da Federação. O Estado de São Paulo se destaca por ter atingido um IDI que o coloca na condição de apresentar alto desenvolvimento infantil, já que foi o único que atingiu o patamar de 0,80. Nos demais Estados, o IDI se manteve no padrão médio de desenvolvimento infantil (variando de 0,78 no Distrito Federal a 0,52 no Acre) e apenas em Alagoas o índice continua abaixo de 0,50, o que corresponde a um padrão de baixo desenvolvimento infantil.

Vale lembrar a importância da educação no processo de desenvolvimento humano, já que, justamente em Alagoas, em 2004, havia um terço da população adulta analfabeta e 45% com escolaridade inferior a quatro anos de estudo, o que corresponde ao nível de analfabetismo funcional.

Em termos gerais, o IDI nacional melhorou significativamente entre 1999 e 2004, sobretudo com o aumento observado nas regiões Norte e Nordeste, onde houve redução na proporção de responsáveis pelas famílias com escolaridade precária e aumento na cobertura vacinal. No entanto, apesar dos avanços observados ao longo dos últimos anos no Norte e no Nordeste, ainda há grandes dificuldades. A cobertura de assistência à saúde e à educação para as crianças de até 6 anos está distante de atingir patamares adequados às necessidades reais da sociedade brasileira.

Está claro que, além do acesso à oferta de serviços, o grau de bem-estar ou vulnerabilidade das crianças mantém uma alta relação com a escolaridade dos pais e o poder aquisitivo da família. Portanto, a análise da situação das crianças associa-se à condição socioeconômica das famílias brasileiras e às iniciativas governamentais em relação ao aumento da oferta de vagas em escolas e à melhoria do atendimento à saúde, principalmente nas regiões menos favorecidas.

IDI – comparação entre 1999 e 2004 – União, Estados e Municípios (tabelas e mapas) [PDF – 4MB]

 

 
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