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Casa Pequeno Davi: o direito à educação e à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes

Crianças em frente à Casa Pequeno Davi, em João Pessoa, na Paraíba
© UNICEF/BRZ/Flávia Ribas
Cíntia, primeira à esquerda, em frente à Casa Pequeno Davi, em João Pessoa, Paraíba.

Cíntia tem 16 anos e vive no Baixo Roger, um bairro de periferia em João Pessoa, na Paraíba. Ali, ela teve a oportunidade de crescer perto da Casa Pequeno Davi, um centro de atividades de cultura, lazer, esporte e educação para crianças de 7 a 17 anos por onde já passaram 8 mil crianças da capital paraibana. Foi na Casa Pequeno Davi que Cíntia desenvolveu habilidades artísticas que jamais ousara ter. “Sempre fui apaixonada por dança, e o Centro foi o primeiro lugar onde pude explorar essa possibilidade. Comecei nas aulas de dança contemporânea e depois fiz dança de rua. Pouco tempo depois, descobri que não poderia continuar por causa de uma deficiência na perna, o meu fêmur é frágil. Mesmo sem poder dançar, aqui tenho a chance de participar das aulas de artes plásticas. É o que eu mais gosto de fazer hoje”. Na Casa Pequeno Davi, Cíntia também se destaca no grupo de líderes jovens. Ela organiza e lidera as reuniões dos adolescentes que escolhem, todo mês, um tema para debater e inserir nas outras atividades da Casa, como programas de rádio, aulas de arte, dança, música, leitura na biblioteca, entre outras. Os adolescentes líderes participam nas decisões da Casa, contribuem com idéias para os educadores e zelam para que crianças mais novas tenham respeitados seus direitos à educação integral e à convivência familiar e comunitária.

As artes e a responsabilidade adquirida no papel de líder jovem também ajudaram Cíntia a recuperar o atraso que teve na escola. Aos 16 anos, ela freqüenta a 6ª série. “Ano que vem, vou fazer supletivo, para acelerar o passo e ficar em turmas adequadas para minha idade”, explica.

A Casa Pequeno Davi surgiu de um projeto em 1990 com o objetivo de educar meninos e meninas de rua que viviam nos arredores da Rodoviária de João Pessoa. Educadores especiais ofereciam atividades educativas e ajudaram a criar uma escola que aceitasse crianças e adolescentes que viviam na rua. Depois, a Casa virou um centro de atividades complementares à escola que incluem música, esporte, lazer e cultura, onde o acompanhamento de cada aluno e cada aluna é feito de perto pelos educadores, para prevenir abandono, evasão escolar e que crianças sejam vítimas de violência.

Junto com a Casa Menina Mulher, no centro da cidade, a Casa Pequeno Davi é um espaço onde meninos e meninas se sentem seguros, têm liberdade para desenvolver seus talentos e refletem sobre suas próprias realidades e sobre as transformações que podem realizar, por meio de uma educação que os trata como sujeitos de direitos.

Assim, Cíntia e as outras crianças freqüentadoras desses locais multiplicam as informações que recebem e transferem, para outras esferas a importância de sua participação social. “O que aprendemos aqui não fica aqui dentro. Estamos sempre levando os debates para fora, nas nossas escolas, nas nossas comunidades, e assim ajudamos a criar uma consciência maior em outros adolescentes”, diz Cíntia.  Com apoio dos jovens líderes formados na Casa Pequeno Davi, meninos e meninas passam a se proteger melhor da violência, do abuso, da negligência, e se unem para transformar suas realidades.

 

 

 

 

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